Os Padroeiros

Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face

Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face é uma das santas mais queridas da Igreja. Nasceu em 1873 em Alençon na França. É a última de 5 irmãs.  Já em 1877 fica órfã de mãe, que morre vítima de um câncer no seio. Toda sua família se muda para Lisieux para estar mais perto dos tios.
Desde cedo Teresinha sentia um desejo ardente de se consagrar totalmente a Deus por meio da vida carmelita. Por não ter a idade exigida para ingresso no Carmelo, em 1883 vai até o Papa Leão XIII para pedir permissão para ingressar na vida religiosa enclausurada com apenas 15 anos, mas só a consegue no ano seguinte quando enfim se torna uma monja enclausurada no Carmelo de Lisieux.
Anos após Teresinha descobre que está gravemente doente de tuberculose. Naquela época essa doença era incurável. Assim, com apenas 24 anos, morre em 1897, dizendo como suas últimas palavras: “Oh, meu Deus, eu vos amo”.
Durante seus anos na clausura escreveu a autobiografia intitulada “História de uma Alma”. Os escritos expressam sua maior atração e encanto, que foi a descoberta de uma simplicidade na vida espiritual para se atingir a santidade, cujo segredo é reconhecer nossa pequenez diante de Deus e seu amor. Ensina-nos Teresinha que perante o Pai devemos assumir uma atitude de criança, isto é, confiar e depender Dele sem limites.
Antes de sua morte externou seu desejo de que queria passar seu céu fazendo o bem à Terra, e prometeu: “Farei cair uma chuva de rosas”. Se processo de canonização iniciou-se em 30 de junho de 1914 e sua santidade reconhecida pela igreja no dia 17 de maio de 1925 pelo papa Pio XI. No dia 14 de dezembro de 1927 foi proclamada padroeira mundial das missões e em 1997, em meio aos festejos de seu centenário de morte recebeu do papa santo João Paulo II o título de “Doutora da Igreja”.

Co-padroeiro: São Luís Guanella

O Pe. Luís Guanella nasceu em Fracíscio de Campodolcino (Itália) no dia 19 de dezembro de 1842, nono filho de Lourenço Guanella e Maria Bianchi, que ao todo somaram 13 filhos. Foi batizado no dia seguinte. Sentiu-se chamado por Deus, desde criança, para ser sacerdote. Sua preocupação com os pobres se manifestava até mesmo enquanto brincava com sua irmã Catarina de fazer sopa de “Mentirinha” com barro para dar aos pobres. Um possível presságio de seu futuro trabalho.
Fez seus estudos no Colégio Gallio e no seminário Diocesano, em Como (Itália). Em 26 de maio de 1866, foi ordenado sacerdote. Desenvolveu seu ministério com zelo, tornando-se um grande apóstolo na evangelização do povo de Deus. Enfrentou incompreensões, perseguições, e dificuldades decorrentes do contexto social e político da época, manteve-se sempre firme em suas convicções de que, como costumava dizer, “soasse a hora da Providência Divina” para iniciar suas obras de caridade.
Trabalhou de 1875 a 1878 com Dom Bosco, em Turim. Onde assumiu diversas tarefas e teve grande experiência com a caridade. Chamado de volta à sua diocese sofreu novas perseguições até ser exilado. Após sua permanência em Como foi enviado em 1881 a Pianello Lario, ali rumou para seu novo destino com o coração alegre. Neste lugar encontrou um pequeno grupo de jovens consagradas, que se dedicavam à assistência de alguns necessitados, crianças órfãs, inválidos e idosos. Com as quais surgiu a congregação das irmãs Filhas de Santa Maria da Providência. Em pouco tempo aumentou o número de irmãs e de assistidas fazendo-se necessário aumentar a casa e expandir as obras.
Em abril de 1886, um pequeno barco deixa Pianello. Dentro, além do barqueiro, havia duas religiosas, algumas meninas órfãs e alguns objetos domésticos. Após uma noite de viagem chegaram a Como, onde foram recebidas pelo próprio Pe. Luís Guanella, que já havia preparado para elas uma sede localizada na Rua Tomaso Grossi. Muitos colaboradores se unem a eles e nasce o ramo masculino, os Padres e Irmãos Servos da Caridade. Todo trabalho era realizado em um espaço denominado “Casa da Providência”, esta que é a base da espiritualidade Guanelliana. Em 1903, com a Bênção e a generosa ajuda de São Pio X, Guanella estende sua obra até Roma. Incansável, com quase 70 anos de idade, viaja para a América do Norte em 1912, fundando ali sua Obra de caridade. Inicia-se em 1909, e em 1912 está pronta a ampla Paróquia de São José. Hoje sede mundial da Santa Cruzada de oração a São José pelos agonizantes.  
Em janeiro de 1915 sai em socorro das vítimas do terremoto de Marsica, hospedando os sobreviventes, órfãos e velhos, nas Casas e igrejas de Roma. Foi esse trabalho que reduziu suas forças e acelerou a sua morte. São Luís Guanella terminou sua vida mortal no dia 24 de outubro de 1915, envolto por seus irmãos e irmãs religiosos, expressou em meio a agonia final suas últimas palavras: “Rezar e sofrer”. Tornando-o mártir da caridade. 
No dia 25 de outubro de 1964, foi declarado Bem-aventurado pelo Papa Paulo VI. Seu corpo foi colocado em uma urna de cristal, no santuário dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, construído por ele. Assume a ordem o Bispo Aurélio Bacciarini. Após anos de oração e proteção do Pe. Guanella é canonizado pelo Papa Bento XVI no dia 23 de outubro de 2011 na Praça de São Pedro – Vaticano.
Os seus filhos e filhas continuam sua Obra na Itália e em outros países, tais como: Suíça, Espanha, Estados Unidos, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai, Israel e em muitas outras nações. O Pe. Guanella definia os horizontes deste mundo com as seguintes palavras: “O mundo inteiro é vossa Pátria”. Seu lema: “Em tudo e com todos os Amor” e carisma: “Revelar ao Mundo o amor misericordioso e providente do Pai”.