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Sexta, 13 Julho 2018 16:12

A Igreja no combate as Fake News

Por: Henrique Cavalheiro A Paróquia Santa Teresinha, atenta aos pedidos do papa Francisco em sua Mensagem para o Dia das Comunicações Sociais 2018, participou do Seminário ‘Impacto Social, Político e Econômico das Fake News’, promovido pela ABRATEL (Associação Brasileira de Rádio e Televisão). Importa lembrar que com a chegada da campanha eleitoral brasileira é preciso por parte de todos os cidadãos, sobretudo os cristãos, o compromisso com a verdade e a rejeição à mentira.  O evento ocorreu no dia 20 de junho com diversas rodas de debates e explanações sobre os prejuízos que as notícias falsas podem trazer para a nação. Especialistas no assunto, acadêmicos, jornalistas, políticos e representantes de instituições privadas e do terceiro setor estiveram presentes e apontaram medidas necessárias para a identificação e combate aos boatos e mentiras que são facilmente disseminados pelas redes sociais. Este que não é um trabalho só de profissionais da mídia, mas de toda a sociedade, já que com o advento das novas tecnologias de comunicação, todos podem ser emissores de informações, que muitas vezes não passam por uma fonte confiável ou não respeitam princípios éticos do fazer notícia. Por isso a PASCOM traz para a comunidade 10 pequenas dicas que podem ajudar na identificação de uma ‘Fake News’.  Antes de compartilhar algo pelo Facebook, Instagram, Whatsapp ou quaisquer outras redes de comunicação, atente-se para estes passos:  1 – Fique atento à fonte da notícia 2 – Leia o texto da matéria, não apenas o título 3 – Preste atenção no endereço eletrônico da reportagem 4 – Leia outras notícias do mesmo site e avalie a veracidade 5 – Procure saber sobre o site que publicou a informação 6 – Preocupe-se com o conteúdo de sites sensacionalistas 7 – Leia com atenção e fique atento aos erros de ortografia 8 – Confirme a notícia em outros sites 9 – Cheque a data da publicação da reportagem 10 – Confira a autoria do texto  
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O Papa Francisco enviou sua mensagem para o 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais. Para 2017 o santo padre quis alertar os profissionais, líderes de opinião e pessoas em geral que utilizam dos meios de comunicação a serem disseminadores da “Boa Notícia”. Para que o mundo seja um lugar onde a melancolia do mal e o apego as tragédias sejam vencidas pela força do bem que contagia e transforma todo coração que se deixa atingir. O imediatismo e a facilidade de acesso possibilitaram que as pessoas tenham o conhecimento quase que instantâneo das informações, transformando a barreira de tempo e espaço em meros detalhes. Porém é perceptível que a preferência pelas notícias más é um desafio na divulgação de mensagens de esperança e encorajamento para uma sociedade menos negativa. Neste sentido o papa exorta a todos para uma comunicação construtiva, que rejeite preconceitos e promova uma cultura do encontro. “Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas ‘notícias más’.” diz ele. Não que assim a realidade atual seja abafada somente com informações de cunho positivista, mas que ao apresentar os sofrimentos e os dramas possam evidenciar possíveis soluções e inspirar no outro a oportunidade de melhorar e mudar sua consciência em frente à dor do próximo. Mas qual seria essa ‘boa notícia’ para um cristão autêntico? O próprio Jesus é essa boa notícia. É ele quem pode fornecer os ‘óculos’ com lentes adequadas para enxergar a realidade com esperança e confiança e demonstra que o homem unido a Ele nunca mais estará sozinho nas tristezas e turbulências. Continua o sumo pontífice, “Visto sob esta luz, qualquer novo drama que aconteça na história do mundo torna-se cenário possível também de uma boa notícia”.  Texto na íntegra:  MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 51ª DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS   Tema: «“Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43, 5). Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo» [28 de maio de 2017]   Graças ao progresso tecnológico, o acesso aos meios de comunicação possibilita a muitas pessoas ter conhecimento quase instantâneo das notícias e divulgá-las de forma capilar. Estas notícias podem ser boas ou más, verdadeiras ou falsas. Já os nossos antigos pais na fé comparavam a mente humana à mó da azenha que, movida pela água, não se pode parar. Mas o moleiro encarregado da azenha tem possibilidades de decidir se quer moer, nela, trigo ou joio. A mente do homem está sempre em ação e não pode parar de «moer» o que recebe, mas cabe a nós decidir o material que lhe fornecemos (cf. Cassiano o Romano, Carta a Leôncio Igumeno). Gostaria que esta mensagem pudesse chegar como um encorajamento a todos aqueles que diariamente, seja no âmbito profissional seja nas relações pessoais, «moem» tantas informações para oferecer um pão fragrante e bom a quantos se alimentam dos frutos da sua comunicação. A todos quero exortar a uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade. Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas «notícias más» (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingénuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero. Gostaria, pois, de dar a minha contribuição para a busca dum estilo comunicador aberto e criativo, que não se prontifique a conceder papel de protagonista ao mal, mas procure evidenciar as possíveis soluções, inspirando uma abordagem propositiva e responsável nas pessoas a quem se comunica a notícia. A todos queria convidar a oferecer aos homens e mulheres do nosso tempo relatos permeados pela lógica da «boa notícia». A boa notícia A vida do homem não se reduz a uma crónica asséptica de eventos, mas é história, e uma história à espera de ser contada através da escolha duma chave interpretativa capaz de selecionar e reunir os dados mais importantes. Em si mesma, a realidade não tem um significado unívoco. Tudo depende do olhar com que a enxergamos, dos «óculos» que decidimos pôr para a ver: mudando as lentes, também a realidade aparece diversa. Então, qual poderia ser o ponto de partida bom para ler a realidade com os «óculos» certos? Para nós, cristãos, os óculos adequados para decifrar a realidade só podem ser os da boa notícia: partir da Boa Notícia por excelência, ou seja, o «Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus» (Mc 1, 1). É com estas palavras que o evangelista Marcos começa a sua narração: com o anúncio da «boa notícia», que tem a ver com Jesus; mas, mais do que uma informação sobre Jesus, a boa notícia é o próprio Jesus. Com efeito, ao ler as páginas do Evangelho, descobre-se que o título da obra corresponde ao seu conteúdo e, principalmente, que este conteúdo é a própria pessoa de Jesus. Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. «Não tenhas medo, que Eu estou contigo» (Is 43, 5): é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo. No seu Filho amado, esta promessa de Deus – «Eu estou contigo» – assume toda a nossa fraqueza, chegando ao ponto de sofrer a nossa morte. N’Ele, as próprias trevas e a morte tornam-se lugar de comunhão com a Luz e a Vida. Nasce, assim, uma esperança acessível a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura do falimento. Trata-se duma esperança que não dececiona, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações (cf. Rm 5, 5) e faz germinar a vida nova, como a planta cresce da semente caída na terra. Visto sob esta luz, qualquer novo drama que aconteça na história do mundo torna-se cenário possível também duma boa notícia, uma vez que o amor consegue sempre encontrar o caminho da proximidade e suscitar corações capazes de se comover, rostos capazes de não se abater, mãos prontas a construir. A confiança na semente do Reino Para introduzir os seus discípulos e as multidões nesta mentalidade evangélica e entregar-lhes os «óculos» adequados para se aproximar da lógica do amor que morre e ressuscita, Jesus recorria às parábolas, nas quais muitas vezes se compara o Reino de Deus com a semente, cuja força vital irrompe precisamente quando morre na terra (cf. Mc 4, 1-34). O recurso a imagens e metáforas para comunicar a força humilde do Reino não é um modo de reduzir a sua importância e urgência, mas a forma misericordiosa que deixa, ao ouvinte, o «espaço» de liberdade para a acolher e aplicar também a si mesmo. Além disso, é o caminho privilegiado para expressar a dignidade imensa do mistério pascal, deixando que sejam as imagens – mais do que os conceitos – a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz não anulam, mas realizam a salvação de Deus, onde a fraqueza é mais forte do que qualquer poder humano, onde o falimento pode ser o prelúdio da maior realização de tudo no amor. Na verdade, é precisamente assim que amadurece e se entranha a esperança do Reino de Deus, ou seja, «como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce» (Mc 4, 26-27). O Reino de Deus já está no meio de nós, como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no silêncio. Mas quem tem olhos, tornados limpos pelo Espírito Santo, consegue vê-lo germinar e não se deixa roubar a alegria do Reino por causa do joio sempre presente. Os horizontes do Espírito A esperança fundada na boa notícia que é Jesus faz-nos erguer os olhos e impele-nos a contemplá-Lo no quadro litúrgico da Festa da Ascensão. Aparentemente o Senhor afasta-Se de nós, quando na realidade são os horizontes da esperança que se alargam. Pois em Cristo, que eleva a nossa humanidade até ao Céu, cada homem e cada mulher consegue ter «plena liberdade para a entrada no santuário por meio do sangue de Jesus. Ele abriu para nós um caminho novo e vivo através do véu, isto é, da sua humanidade» (Heb 10, 19-20). Através «da força do Espírito Santo»,podemos ser «testemunhas»e comunicadores duma humanidade nova, redimida, «até aos confins da terra»(cf. At 1, 7-8). A confiança na semente do Reino de Deus e na lógica da Páscoa não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar. Tal confiança que nos torna capazes de atuar – nas mais variadas formas em que acontece hoje a comunicação – com a persuasão de que é possível enxergar e iluminar a boa notícia presente na realidade de cada história e no rosto de cada pessoa. Quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador. A esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa. Alimentamo-la lendo sem cessar a Boa Notícia, aquele Evangelho que foi «reimpresso» em tantas edições nas vidas dos Santos, homens e mulheres que se tornaram ícones do amor de Deus. Também hoje é o Espírito que semeia em nós o desejo do Reino, através de muitos «canais» vivos, através das pessoas que se deixam conduzir pela Boa Notícia no meio do drama da história, tornando-se como que faróis na escuridão deste mundo, que iluminam a rota e abrem novas sendas de confiança e esperança. Vaticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2017.     Franciscus
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O Papa Francisco escreveu uma mensagem para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais, comemorado no dia 8 de maio. Para este ano, o Pontífice debate a relação entre a Comunicação e a misericórdia. Embasado no ano jubilar, ele convida o mundo a repensar o que diz e como diz cada palavra ou gesto ao próximo. Ressalta também a importância de expressar a compaixão, ternura e o perdão em tudo que se faz. Para manter a unidade e o amor entre os povos, o ato de comunicar é um chamado que não aceita exclusão de ninguém. Diz ele: “A comunicação tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a sociedade”. A misericórdia tem o poder de curar e sarar as feridas e construir a paz e a harmonia nas comunidades, famílias e sociedade em geral. O papa faz um apelo àqueles que exercem cargos de responsabilidades institucionais, públicas e de formação: pede para que sejam vigilantes sobre o modo como se exprimem a respeito de quem pensa ou age de forma diferente ou até mesmo com quem possa ter errado. É importante lembrar que o julgamento cabe somente a Deus, pois só Ele sabe ler o coração de cada um. “Só palavras pronunciadas com amor e acompanhadas por mansidão e misericórdia tocam os nossos corações de pecadores” afirma o papa Francisco.   Papa Francisco ainda destaca a escuta como algo fundamental para se construir uma comunicação que gere proximidade entre as pessoas, mesmo que escutar seja um martírio ou um sacrifício. É necessário dar valor, importância, ter desejo de compreender, respeitar e guardar a palavra de outrem. Cada ser humano é uma terra santa onde se devem retirar as sandálias e ter o maior zelo.   Quase no fim do texto, o papa diz que “o ambiente digital é uma praça, um lugar de encontro, onde é possível acariciar ou ferir, realizar uma discussão proveitosa ou um linchamento moral”. Faz também uma prece para que, neste ano da misericórdia, o mundo se torne aberto ao diálogo e assim elimine todas as formas de discriminação e desprezo. Comunicadores profissionais ou simples usuários das redes sociais, “comunicar com misericórdia significa contribuir para a boa, livre e solidária proximidade entre os filhos de Deus e irmãos em humanidade”.   O texto na íntegra: https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20160124_messaggio-comunicazioni-sociali.html
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Todos os anos Sua Santidade o Papa envia para a igreja uma mensagem sobre o tema da Comunicação na Igreja e no Mundo. Nela ele escolhe um tema que norteará seus conselhos e indicações. Em 2015 celebraremos no dia 17 de maio o 49º Dia Mundial das Comunicações Sociais, o Papa Francisco escolheu o tema: “Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor”. A reflexão proposta está inserida no contexto do Sínodo sobre a Família que acontecerá em outubro próximo. Em diversos discursos e homilias o santo padre se mostra preocupado com a Família e sua defesa. Na mensagem deste ano, já disponível na Internet, ele resalta que o seio familiar é o primeiro canal de comunicação da sociedade. Cita o ventre materno como a primeira “escola” de comunicação, feita pela escuta e contato corporal. É também em casa que se transmite a principal forma de comunicação que é a oração. Sobre os conflitos familiares o papa nos orienta que não existe família perfeita, mas que não devemos temer a fragilidade e sim aprender a enfrentar os problemas de forma construtiva. Pois é na família que mesmo com limitações e pecados, onde o amor transcende as dificuldades, tornando o lar uma lição de perdão, diz ele: “O perdão é uma dinâmica de comunicação”. Sobre os novos meios de comunicação, nosso líder nos alerta que eles existem tanto para ajudar quanto para atrapalhar a comunicação na família. É preciso ter o discernimento de usá-los para narrar, compartilhar e permanecer em contato com os de longe, a transmitir e aumentar o perdão e o diálogo. Mas nunca desfavorecer o encontro pessoal, subtrair à escuta ou isolar apesar da presença física.   “A família mais bela, protagonista e não problema, é aquela que, partindo do testemunho, sabe comunicar a beleza e a riqueza do relacionamento entre o homem e a mulher, entre pais e filhos. Não lutemos para defender o passado, mas trabalhemos com paciência e confiança, em todos os ambientes onde diariamente nos encontramos, para construir o futuro.” Papa Francisco.   Confira íntegra do texto: Mensagem de Sua Santidade o Papa Francisco 49º Dia Mundial das Comunicações Sociais 17 de Maio de 2015 Tema: “Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor” O tema da família encontra-se no centro duma profunda reflexão eclesial e dum processo sinodal que prevê dois Sínodos, um extraordinário – acabado de celebrar – e outro ordinário, convocado para o próximo mês de Outubro. Neste contexto, considerei  oportuno que o tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais tivesse como ponto de referência a família. Aliás, a família é o primeiro lugar onde aprendemos a comunicar. Voltar a este momento originário pode-nos ajudar quer a tornar mais autêntica e humana a comunicação, quer a ver a família dum novo ponto de vista. Podemos deixar-nos inspirar pelo ícone evangélico da visita de Maria a Isabel (Lc 1, 39-56). “Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Então, erguendo a voz, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (vv. 41-42). Este episódio mostra-nos, antes de mais nada, a comunicação como um diálogo que tece com a linguagem do corpo. Com efeito, a primeira resposta à saudação de Maria é dada pelo menino, que salta de alegria no ventre de Isabel. Exultar pela alegria do encontro é, em certo sentido, o arquétipo e o símbolo de qualquer outra comunicação, que aprendemos ainda antes de chegar ao mundo. O ventre que nos abriga é a primeira “escola” de comunicação, feita de escuta e contato corporal, onde começamos a familiarizar-nos com o mundo exterior num ambiente protegido e ao som tranquilizador do pulsar do coração da mãe. Este encontro entre dois seres simultaneamente tão íntimos e ainda tão alheios um ao outro, um encontro cheio de promessas, é a nossa primeira experiência de comunicação. E é uma experiência que nos irmana a todos, pois cada um de nós nasceu de uma mãe. Mesmo depois de termos chegado ao mundo, em certo sentido permanecemos num “ventre”, que é a família. Um ventre feito de pessoas diferentes, interrelacionando-se: a família é “o espaço onde se aprende a conviver na diferença” (Exort. ap. Evangelii gaudium, 66). Diferenças de géneros e de gerações, que comunicam, antes de mais nada, acolhendo-se mutuamente, porque existe um vínculo entre elas. E quanto mais amplo for o leque destas relações, tanto mais diversas são as idades e mais rico é o nosso ambiente de vida. O vínculo está na base da palavra, e esta, por sua vez, revigora o vínculo. Nós não inventamos as palavras: podemos usá-las, porque as recebemos. É em família que se aprende a falar na “língua materna”, ou seja, a língua dos nossos antepassados (cf. 2 Mac 7, 21.27). Em família, apercebemo-nos de que outros nos precederam, nos colocaram em condições de poder existir e, por nossa vez, gerar vida e fazer algo de bom e belo. Podemos dar, porque recebemos; e este circuito virtuoso está no coração da capacidade da família de ser comunicada e de comunicar; e, mais em geral, é o paradigma de toda a comunicação. A experiência do vínculo que nos “precede” faz com que a família seja também o contexto onde se transmite aquela forma fundamental de comunicação que é a oração. Muitas vezes, ao adormecerem os filhos recém-nascidos, a mãe e o pai entregam-nos a Deus, para que vele por eles; e, quando se tornam um pouco maiores, põem-se a recitar juntamente com eles orações simples, recordando carinhosamente outras pessoas: os avós, outros parentes, os doentes e atribulados, todos aqueles que mais precisam da ajuda de Deus. Assim a maioria de nós aprendeu, em família, a dimensão religiosa da comunicação, que, no cristianismo, é toda impregnada de amor, o amor de Deus que se dá a nós e que nós oferecemos aos outros. Na família, é sobretudo a capacidade de se abraçar, apoiar, acompanhar, decifrar olhares e silêncios, rir e chorar juntos, entre pessoas que não se escolheram e todavia são tão importantes uma para a outra… é sobretudo esta capacidade que nos faz compreender o que é verdadeiramente a comunicação enquanto descoberta e construção de proximidade. Reduzir as distâncias, saindo mutuamente ao encontro e acolhendo-se, é motivo de gratidão e alegria: da saudação de Maria e do saltar de alegria do menino deriva a bênção de Isabel, seguindo-se-lhe o belíssimo cântico do Magnificat, no qual Maria louva o amoroso desígnio que Deus tem sobre Ela e o seu povo. De um “sim” pronunciado com fé, derivam consequências que se estendem muito para além de nós mesmos e se expandem no mundo. “Visitar” supõe abrir as portas, não encerrar-se no próprio apartamento, sair, ir ter com o outro. A própria família é viva, se respira abrindo-se para além de si mesma; e as famílias que assim procedem, podem comunicar a sua mensagem de vida e comunhão, podem dar conforto e esperança às famílias mais feridas, e fazer crescer a própria Igreja, que é uma família de famílias. Mais do que em qualquer outro lugar, é na família que, vivendo juntos no dia-a-dia, se experimentam as limitações próprias e alheias, os pequenos e grandes problemas da coexistência e do pôr-se de acordo. Não existe a família perfeita, mas não é preciso ter medo da imperfeição, da fragilidade, nem mesmo dos conflitos; preciso é aprender a enfrentá-los de forma construtiva. Por isso, a família onde as pessoas, apesar das próprias limitações e pecados, se amam, torna-se uma escola de perdão. O perdão é uma dinâmica de comunicação: uma comunicação que definha e se quebra, mas, por meio do arrependimento expresso e acolhido, é possível reatá-la e fazê-la crescer. Uma criança que aprende, em família, a ouvir os outros, a falar de modo respeitoso, expressando o seu ponto de vista sem negar o dos outros, será um construtor de diálogo e reconciliação na sociedade. Muito têm para nos ensinar, a propósito de limitações e comunicação, as famílias com filhos marcados por uma ou mais deficiências. A deficiência motora, sensorial ou intelectual sempre constitui uma tentação a fechar-se; mas pode tornar-se, graças ao amor dos pais, dos irmãos e doutras pessoas amigas, um estímulo para se abrir, compartilhar, comunicar de modo inclusivo; e pode ajudar a escola, a paróquia, as associações a tornarem-se mais acolhedoras para com todos, a não excluírem ninguém. Além disso, num mundo onde frequentemente se amaldiçoa, insulta, semeia discórdia, polui com as murmurações o nosso ambiente humano, a família pode ser uma escola de comunicação feita de bênção. E isto, mesmo nos lugares onde parecem prevalecer como inevitáveis o ódio e a violência, quando as famílias estão separadas entre si por muros de pedras ou pelos muros mais impenetráveis do preconceito e do ressentimento, quando parece haver boas razões para dizer “agora basta”; na realidade, abençoar em vez de amaldiçoar, visitar em vez de repelir, acolher em vez de combater é a única forma de quebrar a espiral do mal, para testemunhar que o bem é sempre possível, para educar os filhos na fraternidade. Os meios mais modernos de hoje, irrenunciáveis sobretudo para os mais jovens, tanto podem dificultar como ajudar a comunicação em família e entre as famílias. Podem-na dificultar, se se tornam uma forma de se subtrair à escuta, de se isolar apesar da presença física, de saturar todo o momento de silêncio e de espera, ignorando que “o silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras ricas de conteúdo” (BENTO XVI, Mensagem do 49º Dia Mundial das Comunicações Sociais, 24/1/2012); e podem-na favorecer, se ajudam a narrar e compartilhar, a permanecer em contato com os de longe, a agradecer e pedir perdão, a tornar possível sem cessar o encontro. Descobrindo diariamente este centro vital que é o encontro, este “início vivo”, saberemos orientar o nosso relacionamento com as tecnologias, em vez de nos deixarmos arrastar por elas. Também neste campo, os primeiros educadores são os pais. Mas não devem ser deixados sozinhos; a comunidade cristã é chamada a colocar-se ao seu lado, para que saibam ensinar os filhos a viver, no ambiente da comunicação, segundo os critérios da dignidade da pessoa humana e do bem comum. Assim o desafio que hoje se nos apresenta, é aprender de novo a narrar, não nos limitando a produzir e consumir informação, embora esta seja a direção para a qual nos impelem os potentes e preciosos meios da comunicação contemporânea. A informação é importante, mas não é suficiente, porque muitas vezes simplifica, contrapõe as diferenças e as visões diversas, solicitando a tomar partido por uma ou pela outra, em vez de fornecer um olhar de conjunto. No fim de contas, a própria família não é um objeto acerca do qual se comunicam opiniões nem um terreno onde se combatem batalhas ideológicas, mas um ambiente onde se aprende a comunicar na proximidade e um sujeito que comunica, uma “comunidade comunicadora”. Uma comunidade que sabe acompanhar, festejar e frutificar. Neste sentido, é possível recuperar um olhar capaz de reconhecer que a família continua a ser um grande recurso, e não apenas um problema ou uma instituição em crise. Às vezes os meios de comunicação social tendem a apresentar a família como se fosse um modelo abstrato que se há de aceitar ou rejeitar, defender ou atacar, em vez duma realidade concreta que se há de viver; ou como se fosse uma ideologia de alguém contra outro, em vez de ser o lugar onde todos aprendemos o que significa comunicar no amor recebido e dado. Ao contrário, narrar significa compreender que as nossas vidas estão entrelaçadas numa trama unitária, que as vozes são múltiplas e cada uma é insubstituível. A família mais bela, protagonista e não problema, é aquela que, partindo do testemunho, sabe comunicar a beleza e a riqueza do relacionamento entre o homem e a mulher, entre pais e filhos. Não lutemos para defender o passado, mas trabalhemos com paciência e confiança, em todos os ambientes onde diariamente nos encontramos, para construir o futuro. Vaticano, 23 de Janeiro – Vigília da Festa de São Francisco de Sales – de 2015. Papa Francisco
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Domingo, 12 Outubro 2014 21:00

Pesquisa de Comunicação - PASCOM

Prezados irmãos, precisamos de sua ajuda para desenvolver o plano de comunicação para a nossa comunidade, coletaremos respostas por meio de questionário impresso (distribuído entre as pastorais e movimentos e para fieis que frequentarem as missas do próximo fim de semana) e online. Para nos ajudar basta clicar no link a seguir e responder as perguntas, é rápido e fácil e nos será muito importante. LINK: https://www.onlinepesquisa.com/s/ca678fd Muito Obrigado!
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Terça, 09 Setembro 2014 21:00

Pastoral da Comunicação - PasCom

A Pascom é a pastoral do ser/estar em comunhão/comunidade. É a pastoral da acolhida e da participação, das inter-relações humanas, da organização solidária, do planejamento democrático, do uso dos recursos e instrumentos que facilitem o intercâmbio de informações e manifestações das pessoas no interior da comunidade e da sociedade". (Doc. 57 da CNBB, nº 244.)   Objetivos: - Facilitar a comunicação entre os movimentos e pastorais em nossa paróquia por meio da promoção de espaço para o intercâmbio de informações. - Buscar a sintonia entre os projetos de nossa paróquia com os projetos da Arquidiocese, da CNBB e do Vaticano por meio da divulgação de suas campanhas, documentos, eventos, temas de interesse, etc. - Promover a divulgação dos eventos de nossa paróquia, bem como de suas campanhas e outros assuntos cujo anúncio seja de interesse paroquial. -  Anunciar a Boa Nova de Cristo por meio do carisma de nossa pastoral, pois somos membros do Corpo Santo do Senhor e desejamos, acima de qualquer outro objetivo, que o Evangelho seja propagado a todas as criaturas. Atuais responsabilidades de nossa Pascom: - Elaboração do Boletim Informativo (Jornal da Paróquia) - Manutenção do site da paróquia - Organização e atualização do mural da paróquia - Divulgação de eventos - Conscientização dos paroquianos sobre o impacto midiático na vida do Cristão católico. Mande seus eventos para: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. document.getElementById('cloak14bf807000d0cb15caf2755e3233e3a0').innerHTML = ''; var prefix = 'ma' + 'il' + 'to'; var path = 'hr' + 'ef' + '='; var addy14bf807000d0cb15caf2755e3233e3a0 = 'pascom' + '@'; addy14bf807000d0cb15caf2755e3233e3a0 = addy14bf807000d0cb15caf2755e3233e3a0 + 'paroquiastateresinha' + '.' + 'com'; var addy_text14bf807000d0cb15caf2755e3233e3a0 = 'pascom' + '@' + 'paroquiastateresinha' + '.' + 'com';document.getElementById('cloak14bf807000d0cb15caf2755e3233e3a0').innerHTML += ''+addy_text14bf807000d0cb15caf2755e3233e3a0+'';   * Venha ser PasCom: 98191-9369.  
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