Sexta, 13 Abril 2018 15:23

Os sinais pascais - Palavra do Pároco

Estamos vivendo o tempo mais forte de nossa fé. Após as promessas de nosso batismo na Vigília Pascal, nos redimimos no sangue de Cristo que se fez dom para nossa salvação. 

A Semana Santa que nos preparou para a ressurreição e a vida, “Vós sois todos irmãos” da Campanha da Fraternidade 2018 agora nos convida a fazer sinais, ecos e obras que superem a violência. 

Os grandes sinais que vamos experimentar até a chegada do Espírito Santo são para nossa conversão: crer e testemunhar a vida eterna. O primeiro sinal apresentado na páscoa é o túmulo vazio. É o envio para a missão: “se dirijam à Galiléia, pois lá me vereis.” (Mt 28,10).

O 2º é a presença de todos na comunidade: professar a fé que os outros vivenciaram. Tomé é o exemplo de quem abandona a vida fraterna por outras coisas. Ele precisa voltar para receber a paz. Nós necessitamos voltar a comunidade para ganharmos a bem-aventurança dos que não viram, mas acreditam. O 3º é o sinal de passagem da morte para a vida nova no Senhor. No seio do vazio, Deus no Cristo ressuscitado caminha ao nosso lado, dando esperança. 

O 4º sinal é do Bom Pastor que doa sua vida para nos salvar. O bom Pastor do Amor. Amou-nos até o fim. O 5º sinal da ressurreição é permanecer unidos na diversidade para produzir frutos de caridade. O 6º sinal é “ser amigos”, Deus em Jesus se revela aos que amam, e se amam. “Eu vos ordeno amai-vos como eu vos amei”, doação total aos outros. 

Queridos irmãos e irmãs celebremos estes dias pascais onde Jesus Cristo nos eleva a eternidade. Santa Páscoa da ressurreição a todos e todas. A paz esteja convosco. Aleluia!

Pe. Geraldo Ascari - SdC

 

Foto: Chaves Nicolau

 

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Por: Henrique Cavalheiro

Todos os anos o Papa transmite duas bênçãos especiais por ocasião da festa da páscoa e do natal. É a chamada Urbi et Orbi, que quer dizer: “à cidade [de Roma] e ao mundo”. Da sacada central da Basílica de São Pedro no Vaticano, Sua Santidade emitiu no dia 1º de abril, festa da ressurreição de Jesus Cristo, a mensagem para a Páscoa 2018. 

Iniciando com a Boa Nova da vida que se transforma e se renova, o sumo pontífice, anuncia a novidade da ressurreição do Filho de Deus, e assim a demonstração real da vitória de Cristo e a glorificação do Plano da Salvação. Diz ele: “Nós, cristãos, acreditamos e sabemos que a ressurreição de Cristo é a verdadeira esperança do mundo, a esperança que não decepciona.”

Ressalta a relevância de uma cultura de Paz e respeito entre as nações, especialmente ao povo da Síria, martirizado por uma exaustiva guerra sem fim à vista. “Nesta Páscoa, a luz de Cristo Ressuscitado ilumine as consciências de todos os responsáveis políticos e militares, para que se ponha imediatamente termo ao extermínio em curso, respeite o direito humanitário e proveja a facilitar o acesso às ajudas de que têm urgente necessidade estes nossos irmãos”, pede o pontífice. 

Para salientar a gravidade dos diversos conflitos e desavenças em todo o mundo, convoca os fiéis a serem testemunhas luminosas da vitória do bem sobre o mal. Pede especial atenção ao sofrimento das crianças que choram a dor do terrorismo. Além de convocar os homens a uma solidariedade em prol das inúmeras pessoas forçadas a deixarem suas pátrias, para que não os falte o mínimo necessário para viver. 

De forma direta cita a nação venezuelana que, segundo ele, vive como em terra estrangeira no seu próprio país. “Possa, pela força da Ressurreição do Senhor Jesus, encontrar a via justa, pacífica e humana para sair, o mais rápido possível, da crise política e humanitária que o oprime”, rezou o papa. 

Termina usando as palavras de São João Paulo II que diz: “A morte, a solidão e o medo já não são a última palavra. Há uma palavra que vem depois e que só Deus pode pronunciar: é a palavra da Ressurreição.” Após abençoa a todos e deseja um santo período pascal. 

 

MENSAGEM URBI ET ORBI DO PAPA FRANCISCO

PÁSCOA 2018

Sacada Central da Basílica Vaticana

Domingo, 1° de abril de 2018

 

 

Queridos irmãos e irmãs, feliz Páscoa!

 

Jesus ressuscitou dos mortos.

Ressoa na Igreja, por todo o mundo, este anúncio, juntamente com o cântico do Aleluia: Jesus é o Senhor, o Pai ressuscitou-O e Ele está vivo para sempre no meio de nós.

O próprio Jesus preanunciara a sua morte e ressurreição com a imagem do grão de trigo. Dizia: «Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24). Foi isto mesmo que aconteceu: Jesus, o grão de trigo semeado por Deus nos sulcos da terra, morreu vítima do pecado do mundo, permaneceu dois dias no sepulcro; mas, naquela sua morte, estava contida toda a força do amor de Deus, que se desencadeou e manifestou ao terceiro dia, aquele que celebramos hoje: a Páscoa de Cristo Senhor.

Nós, cristãos, acreditamos e sabemos que a ressurreição de Cristo é a verdadeira esperança do mundo, a esperança que não decepciona. É a força do grão de trigo, a do amor que se humilha e oferece até ao fim e que verdadeiramente renova o mundo. Esta força dá fruto também hoje nos sulcos da nossa história, marcada por tantas injustiças e violências. Dá frutos de esperança e dignidade onde há miséria e exclusão, onde há fome e falta trabalho, no meio dos deslocados e refugiados – frequentemente rejeitados pela cultura atual do descarte – das vítimas do narcotráfico, do tráfico de pessoas e da escravidão dos nossos tempos.

E nós, hoje, pedimos frutos de paz para o mundo inteiro, a começar pela amada e martirizada Síria, cuja população se encontra exausta por uma guerra sem um fim à vista. Nesta Páscoa, a luz de Cristo Ressuscitado ilumine as consciências de todos os responsáveis políticos e militares, para que se ponha imediatamente termo ao extermínio em curso, respeite o direito humanitário e proveja a facilitar o acesso às ajudas de que têm urgente necessidade estes nossos irmãos e irmãs, assegurando ao mesmo tempo condições adequadas para o regresso de quantos foram desalojados.

Frutos de reconciliação, imploramos para a Terra Santa, ferida, também nestes dias, por conflitos abertos que não poupam os indefesos, para o Iémen e para todo o Médio Oriente, a fim de que o diálogo e o respeito mútuo prevaleçam sobre as divisões e a violência. Possam os nossos irmãos em Cristo, que muitas vezes sofrem abusos e perseguições, ser testemunhas luminosas do Ressuscitado e da vitória do bem sobre o mal.

Frutos de esperança, suplicamos neste dia para todos aqueles que anseiam por uma vida mais digna, especialmente nas regiões do continente africano atormentadas pela fome, por conflitos endémicos e pelo terrorismo. A paz do Ressuscitado cure as feridas no Sudão do Sul: abra os corações ao diálogo e à compreensão mútua. Não esqueçamos as vítimas daquele conflito, sobretudo as crianças! Não falte a solidariedade em prol das inúmeras pessoas forçadas a abandonar as suas terras e privadas do mínimo necessário para viver.

Frutos de diálogo, imploramos para a península coreana, para que os colóquios em curso promovam a harmonia e a pacificação da região. Aqueles que têm responsabilidades diretas ajam com sabedoria e discernimento para promover o bem do povo coreano e construir relações de confiança no âmbito da comunidade internacional.

Frutos de paz, pedimos para a Ucrânia, a fim de que se reforcem os passos a favor da concórdia e sejam facilitadas as iniciativas humanitárias de que necessita a população.

Frutos de consolação, suplicamos para o povo venezuelano, que vive – escreveram os seus Pastores – como que em «terra estrangeira» no seu próprio país. Possa, pela força da Ressurreição do Senhor Jesus, encontrar a via justa, pacífica e humana para sair, o mais rápido possível, da crise política e humanitária que o oprime e, àqueles dentre os seus filhos que são forçados a abandonar a sua pátria, não lhes falte hospedagem nem assistência.

Frutos de vida nova, Cristo Ressuscitado dê às crianças que, por causa das guerras e da fome, crescem sem esperança, privadas de educação e assistência sanitária; e também aos idosos descartados pela cultura egoísta que põe de lado aqueles que não são «produtivos».

Frutos de sabedoria, imploramos para aqueles que, em todo o mundo, têm responsabilidades políticas, a fim de que respeitem sempre a dignidade humana, trabalhem com dedicação ao serviço do bem comum e garantam progresso e segurança aos seus cidadãos.

Queridos irmãos e irmãs!

Também a nós, como às mulheres que acorreram ao sepulcro, é-nos dirigida esta palavra: «Porque buscais o Vivente entre os mortos? Não está aqui; ressuscitou!» (Lc 24, 5-6). A morte, a solidão e o medo já não são a última palavra. Há uma palavra que vem depois e que só Deus pode pronunciar: é a palavra da Ressurreição (cf. João Paulo II, Palavras no final da Via-Sacra, 18/IV/2003). Com a força do amor de Deus, ela «afugenta os crimes, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, dá alegria aos tristes, derruba os poderosos, dissipa os ódios, estabelece a concórdia e a paz» (Precónio Pascal).

 

Feliz Páscoa para todos!

 

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“Amados irmãos e irmãs, Cristo ressuscitou! E nós temos a possibilidade de abrir-nos e receber o seu dom de esperança.” (Papa Francisco)
 
A Ressurreição de Cristo é razão de crer do cristão. É por meio da certeza que o Senhor está vivo que a Igreja se movimenta na história e anuncia a Palavra da Salvação. No coração de todos os fiéis é real a necessidade da convicção no retorno triunfante de Jesus à vida. Por meio deste fato o homem descobre uma nova dimensão de ser e existir, a morte já não lhe é preocupante, pois Cristo apresenta toda a essência da eternidade na presença de Deus Pai.
São Paulo afirma: “Se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vazia, e vazia também a vossa fé” (1Cor 15, 14). Portanto, a ressurreição de Cristo não pode ser reduzida ao simples fato de um corpo reanimado. Nela o Senhor anuncia um novo estado de vida incorruptível, onde a alma nunca morrerá se estiver unida a Ele. Cristo rompe espaços e tempos, ultrapassa a história e dá novo sentido a existência do homem.
Também o sepulcro vazio é sinal para a humanidade que Cristo deixa para trás os sinais de morte, abandono, problemas e tristezas e triunfante apresenta a alegria da vida nova. Nesta bela analogia, todas as pessoas podem identificar seus túmulos repletos de ressentimentos e mágoas, fechados pelas pesadas rochas da culpa e do desespero onde a alma trancada desiste e espera a morte. Porém, a ressurreição de Jesus é esse grito de libertação e cura para todos os viventes, sinal de que tudo passa e de que para tudo há um caminho de retorno a felicidade. O Papa Francisco disse em sua homilia na vigília pascal de 2016 que todos devem deixar rolar a pedra da falta de esperança e abandonar tudo que fecha o homem em si mesmo. O Santo Padre conclui: “O Senhor nos livre desta terrível armadilha: sermos cristãos sem esperança, que vivem como se o Senhor não tivesse ressuscitado e o centro da vida fossem os nossos problemas.”
“O Senhor está vivo e quer ser encontrado entre os vivos”, afirma o Papa. Nesta linha teológica percebe-se que nunca mais haverá trevas para os que se iluminaram no Cristo, assim como não haverá morte para os que com Cristo viverem. Que toda a terra rejubile de alegria e com os anjos cante hinos de louvor e exultação. São Paulo cheio do espírito Santo e no gozo de sua conversão se questiona: “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada?” (Rm 8, 35). Nada mais separará os redimidos pelo Sangue do cordeiro dos braços de seu Criador, pois é Jesus Cristo, O Ressuscitado, que intercede pelo mundo inteiro.
Que todos os membros desta comunidade possam participar dos dias do tríduo pascal de forma intensa e serena, cheios de fé e convictos na alegria da Ressurreição, a maior de todas as festas do cristão.
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Viva a Santa Páscoa

Dentro de nossa caminhada espiritual, o mês de abril é um novo alvorecer. Alvorada da vida, da dignidade das criaturas, da natureza de todos os seres. A vida nova redimida pela paixão morte e ressurreição nos garante também eternidade. Na fé observamos esta mudança, este acontecimento onde Deus apresentou ao mundo o seu Filho ressuscitado dos mortos.

Este Filho amado que aprendeu a obedecer, a fazer a Vontade do Pai é o nosso modelo ideal. Nele, com Ele e por Ele somos revestidos de graças. Nele está nossa Esperança de vida com Deus: Nossa Ressurreição. Com os homens e com a Natureza estamos dando nossa resposta de amor ao Deus da plenitude da Vida.

Esta novidade requer comunicação, serviço e entrega gratuita no bem e para o bem de todos. No canto do aleluia indicamos e almejamos viver com e dentro do ministério. O Mistério é este, o Pai Deus nos ama, e no seu Filho nos oferece o caminho da alegria. Alegrai-vos, Cristo Ressuscitou, Aleluia!

Não tenham medo de servir, não tenham medo de expressar sua esperança na Ressurreição.  A vida nova da graça e da reconciliação alcançou seu âmago, seu ápice. Da fonte nova jorra a força que apaga e cancela o pecado e a morte. A fonte da graça é o vínculo da noite pascal, é destas águas a regeneração dos filhos e filhas amados e queridos para sempre em nome do Senhor.

Irmãos e irmãs fiéis da comunidade de Santa Teresinha e São Luís Guanella, venha fazer sua “passagem”, sua Páscoa no mistério de Cristo Ressuscitado.

Santa Páscoa a todos.

 

Pe. Geraldo Ascari

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Durante cinquenta dias, a Igreja vive o período pascal. Na alegria do ressuscitado, o coração do católico transmite essa felicidade ao mundo durante um longo período litúrgico. Este é o momento mais impactante na vida do fiel batizado, quando o Senhor vence a morte e mostra todo seu poder e glória ao mundo e ao pecado. Diz São Paulo que "se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a nossa fé" (1 Cor.15.14).

Tudo transmite essa exultação interior, até mesmo nos gestos externos. A cor branca predomina na liturgia, os altares ficam sempre ornamentados com flores, os cantos marcados de uma exaltação à força de Deus, a expressão “aleluia” é repetida diversas vezes pelos sacerdotes e comunidade. O Círio Pascal queima em destaque no presbitério. Enfim, vive-se uma certeza de vitória do Cristo e eis centro de todas as solenidades, grandiosa e inundada de júbilo: "Esse é o dia que o Senhor fez, seja para nós dia de alegria e felicidade". (Sl.117,24). Com razão dizia Tertuliano: "Somai todas as solenidades dos gentios e não chegareis aos nossos cinquenta dias de Páscoa". 

Na história da humanidade ninguém nunca profetizou o próprio retorno à vida terrena. Jesus, cumprindo sua promessa, ressuscitou dos mortos ("Tenho o poder para entregar a minha vida, bem como para a reassumir" ( Jo.10,18 )). Nota-se que, no credo, reza-se: “Ressuscitou ao terceiro dia” e não “foi ressuscitado”. Só Jesus tem o poder de por sua própria força ressurgir da morte corporal. Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou porque não era apenas homem, mas também Deus.

Outra diferença da Ressurreição de Cristo e a dos outros é devido ao tipo de vida para a qual o morto ressuscitou. Quando Lázaro, por exemplo, foi ressuscitado, retornou para a mesma vida de antes - vida terrena e corruptível -, ao passo que Cristo ressuscitou para vida gloriosa e incorruptível.

 

Aleluia, cantemos e louvemos ao nosso Senhor, Ele é digno de todo louvor.

Aleluia significa "louvem ao Senhor ou louvem Deus Javé". É um termo de origem hebraica: "Halleluyah", formado pela junção de Hallelu, que significa Louvar, mais Yah que é uma abreviação de Yahweh, que pode ser traduzida por Senhor.


Círio Pascal

 

O Círio Pascal é um dos símbolos mais evidentes da páscoa católica. A palavra "círio" vem do latim "cereus", de cera. O produto das abelhas. É uma vela grande acesa com rito próprio na Vigília Pascal como símbolo da Luz do Ressuscitado que brilha nas trevas. Possuí a inscrição em forma de cruz acompanhada da data do ano e das letras Alfa e Omega, a primeira e a última do alfabeto grego, para indicar que o Senhor Jesus, é princípio e o fim de tudo, do tempo e da eternidade. Há ainda incrustado cinco cravos de incenso simbolizando as cinco chagas santas e gloriosas do Senhor na paixão nas quais penetraram os aromas e perfumes levados por Santa Maria Madalena e as santas mulheres ao sepulcro. Permanece junto ao ambão durante todo o Tempo Pascal, até Pentecostes. Uma vez concluído o tempo Pascal, convém que o Círio seja dignamente conservado no batistério. É usado durante os batismos e as exéquias, isto é, no princípio e no término da vida temporal, para simbolizar que um cristão participa da luz de Cristo ao longo de todo seu caminho terreno, como garantia de sua incorporação definitiva à Luz da vida eterna. Por isso, todo o respeito a esse símbolo tão importante para o cristianismo.

Que este forte momento de festa leve a alma de cada cristão a se reaproximar do mistério da vida para que o mundo sinta os efeitos contínuos da beleza do salvador e libertador Jesus. Feliz Páscoa!

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Este é o dia que o Senhor fez para nós; alegremo-nos e nele exultemos. Aleluia.

O tempo pascal é rico de sinais onde se faz crescer a fé. Esta no entanto não precisa de sinais. Uma fé que precisa de sinais é imperfeita. Nossa natureza humana é imperfeita e então Deus em Jesus manifesta os sinais, revela-se por meio de sinais, contudo os sinais são indicadores do mistério e da vontade de Deus em se dar a conhecer.

Todo conhecimento que vamos recebendo é para aprofundar nossas raízes na salvação eterna. O que nos espera e está preparado para nós é a eternidade. Nossa vida e nosso ser são convidados para a ressurreição para Deus. Ele nos fez a sua imagem e semelhança e nos quer celebrando a unidade em sua comunhão.

A matéria que somos feitos exige, desafia e busca uma felicidade neste corpo, neste tempo, nesta vida, nesta história, porém estas realidades são passageiras e vazias. Tempo que fica nos anos de experiência.

O Senhor Deus fez para nós um dia sem ocaso. Este é o dia do Senhor, a ressurreição. Mudou até o curso da semana porque é de alegria. Assim em todos os domingos nós celebramos a festiva felicidade da ressurreição. Todos os irmãos se reúnem para reavivar esta comunhão e esta esperança. Ouvem a Palavra de Deus, professam e renovam a fé em unidade, elevam suas preces e súplicas ao Deus Santo, recebem a força do alimento celeste que é a santa Eucaristia vão para a missão de transformar o mundo em Reino de Deus.

Irmãos e irmãs, fiéis e todos os seres, Deus fez a sua obra com perfeição, Jesus resgatou com a ressurreição e nos indicou o caminho para a partilha e a doação: O ser servo por amor: alegremo-nos e nele exultemos. Aleluia!

Santo e abençoado tempo pascal.

 

Pe. Geraldo Ascari. 

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Quarta, 08 Abril 2015 15:06

Mês de Abril - Chegou a Ressurreição

Vivendo os últimos dias do mês de março, também estamos nos últimos dias da quaresma e a semana santa. Desde a quarta-feira de cinzas empreendemos a preparação da grande celebração cristã da ressurreição, também chamada e conhecida como Páscoa. Os passos da fé cristã vão em direção para conhecer, participar, celebrar e fazer memória da nossa redenção.

Conhecer Jesus, seus ensinamentos, propostas, serviços, missão e doação por amor aos pecadores. Suas propostas são para seguir, testemunhar e viver a dignidade dos filhos de Deus. Participar ativamente, partilhar os dons recebidos e descobrir outros no conjunto dos irmãos de fé. Renovar a Aliança de comunhão e receber as energias para vencer o espírito e as forças do mal.

Estamos convidados, chamados, convocados a fazer a sua memória de amor e doação, uma entrega total.  Memória que edifica, dignifica e nos diviniza por seu dom que vem do Pai. Resgata-nos, introduzindo-nos na eternidade. Homens e mulheres novos que renunciam o mal, o pecado, os poderes e forças do maligno. Colocamo-nos em posição de combate para edificar o Reino de Deus e a vida de irmãos, uma comunidade em comunhão.

Graças a Ressurreição podemos dizer; Ó morte onde está tua vitória? Ó pecado onde está teu poder? Jesus Cristo venceu aleluia! Jesus Cristo ressuscitou aleluia! Aleluia!

Santa Ressurreição a todas as famílias. Santa e feliz Páscoa a todos vós.

 

Pe. Geraldo Ascari

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