Estamos abertos e acolhedores as graças e riquezas de nosso Deus e Senhor. Uma manifestação que quer nos encontrar e nos convidar para entrarmos no “Espírito do Santo Natal”. O Advento é uma preparação mais próxima do nascimento do Salvador.

Ele já nasceu, mas provoca-nos a nascer em unidade com o Pai: Nascer do Espírito. A abertura deste tempo de graças e de salvação vem carregado de muitas oportunidades e promoções, ofertas, desejos, sonhos e presentes. 

Cada vez mais as situações e acontecimentos ficam permeados de “consumismo, gastança e também comilança: muita obra boa, ótima, excelente, contudo o Espírito nos surpreende, nos convoca e propõe o equilíbrio, a prudência, a temperança, a solidez em nossos valores e atuação da fé.

Nossas atitudes necessitam uma coerência onde o bem trás a comunhão e a simplicidade. O mistério celebrado no início do ano litúrgico quer irradiar grandeza, por que é fonte de conversão. Uma fonte para todos os homens e mulheres de boa vontade. 

Tivemos uma oportunidade grande neste ano de 2017 de conhecer e celebrar os 300 anos de Aparecida e os 100 anos de Fátima, Mãe Tão boa e solicita, agora vem a ser a Serva do Senhor para nos dar Jesus aquele que tira o pecado do mundo. Meus queridos irmãos e irmãs vamos nos preparar com a novena de Natal e a riqueza, o caminho da vida interior no Espírito. 

Feliz e Santas festas de Natal!

Pe. Geraldo Ascari - Pároco

 

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Terça, 12 Dezembro 2017 15:35

O Pobre Menino Jesus

Por: Henrique Cavalheiro

Quando chega este período do ano, muitos gestos de solidariedade se multiplicam – motivados, talvez, porque a chegada do Natal é um momento de reflexão sobre o outro e sobre a própria consciência. São inúmeras as ações de fim de ano: campanhas de arrecadação, doações após a limpeza nos guarda-roupas, gestos concretos das novenas de natal, encontros de amigos para juntar donativos, visitas aos orfanatos, hospitais, cadeias e casas de repouso.  

Tudo que foi citado é de muita importância, pois a fé sem obras é uma fé morta (Tg 2, 17). No entanto, é válido lembrar que o pobre sente fome o ano inteiro, que o morador de rua passa frio durante longos meses, que o preso espera pela visita que, durante todo o ano, não veio. O Pobre Menino Jesus nasce em cada um deles. Desperta a necessidade de ajudar sempre, com o pouco que se possui, por meio de um olhar de misericórdia aos sofredores, na atenção e escuta aos que se sentem sozinhos, no cobertor ao que passa frio. Jesus mora em cada um desses e com eles nos espera para ser encontrado. 

Padre Zezinho, em uma de suas mais famosas composições, diz: “Tudo seria bem melhor se o Natal não fosse um dia; se as mães fossem Maria e se os pais fossem José; e se os filhos parecessem com Jesus de Nazaré.” Os homens precisam entender que o presépio está nas ruas todo tempo, seja nas filas dos hospitais, na espera ansiosa nos lares para idosos ou no choro dos enlutados. Uma caridade despreocupada com a exposição das minhas virtudes, despojada das propagandas de si mesmo, e que, através da partilha, se torne um estilo de vida. 

O Papa Francisco lembra que, nos pequenos da sociedade, manifesta-se a presença de Jesus. “Por isso, neles, na sua fragilidade, há uma força salvífica. E, se aos olhos do mundo têm pouco valor, são eles que nos abrem o caminho para o Céu, são o nosso ‘passaporte para o paraíso'.”, ressalta o Santo Padre. Que o Pobrezinho de Bélem aquiete o interior de cada um e assim faça desta uma sociedade cada vez mais preocupada em zelar pelos oprimidos e necessitados de todos os dias do ano. 

Um abençoado e santo Natal! 

São os votos de todas as pastorais e movimentos da Paróquia Santa Teresinha.

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Terça, 06 Dezembro 2016 10:07

O verdadeiro Natal dos católicos

“Nasceis para dar-nos o céu como Pátria”

Com a aproximação do santo natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, é comum que as ruas, prédios, casas, shoppings e lojas estejam decorados com ricos enfeites e numerosas lâmpadas. Em meio ao pensamento que esta imagem remete pode-se pensar na distorção que essa solenidade sofreu. Qual é o verdadeiro sentido do natal? Como está o coração dos homens para essa data?

Para agradar as pessoas o comércio transformou esse momento em grandes banquetes e caros presentes, mas e o centro dessas festividades? O que Ele ganhará em sua chegada? O natal deve ser vivido pelos católicos com muita sobriedade e consciência da grandeza que é o acontecimento do nascimento do salvador. Para isso a Igreja prepara seus filhos por meio do tempo do advento para que possam compreender e sentir a profundidade do Natal do Senhor. O mesmo Cristo que outrora nasceu pobrezinho numa manjedoura em Belém quer nascer no interior dos homens de hoje.

Importa refletir o impacto que um Deus que se faz menino indefeso causa na humanidade. O esperavam em vestes douradas e ricas e Ele se fez pequeno e pobre, as grandes autoridades o aguardavam no seio de suas famílias, porém o Messias escolheu uma menina simples e virgem para ser seu primeiro sacrário. Maria Santíssima pôde assim contemplar na terra o rosto de Deus encarnado para a remissão dos pecados. Esta é a beleza do Natal, também ir ao estábulo encontrar o Deus infante repousando sereno no colo seguro de sua santa mãe.

As crianças precisam aprender de seus pais que o sentido do Natal é muito maior que presentes e férias. Um Menino nasceu para nos libertar da opressão do mundo e é por meio d’Ele que fomos redimidos. Ninguém pode ser excluído destas celebrações, o Emanuel, Deus Conosco, veio para todos e a mesma estrela que anunciava aos humildes pastores a chegada do Filho de Deus, atualmente brilha para os prediletos do Pai, todos os que sofrem e se sentem sozinhos.

 

Que o Natal seja um período de reflexão de todos os homens e mulheres de bem. Antes das ceias em cada lar o Menino Jesus seja acolhido e ganhe lugar de destaque nas celebrações. Que as novenas de Natal sejam de fato um anúncio da vinda do libertador. Chegou a hora de cantar hinos de exultação aos céus pela chegada do Deus pequenino. Que os corações estejam prontos para adorar o Senhor que vem para amar e curar de todas as misérias. 

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Dezembro nos lembra o ano chegando ao fim. No campo civil é verdade. No campo religioso e de fé, com o advento, iniciamos um tempo de espera e de preparação para a chegada do santo natal.  Todos os anos nós somos convidados a preparar a chegada de Jesus. Ele vem cada dia nas pessoas e nos acontecimentos para nos conduzir a vivência da santidade e a construção do Reino de Deus. Os irmãos vivem juntos sob a orientação da Vontade de Deus.

Nossos encontros, nossas festas e celebrações são o jeito de praticarmos juntos nossa fé, confiança, e certeza que Deus está a nos guiar e santificar com as suas graças. Com sua Palavra e com seu Pão fortalece nossa caminhada até sua chegada. O Senhor vai chegar. Ele está próximo.

Na escuta da Palavra de Deus somos iluminados para realizar a nossa resposta ao seu amor. Amor que gera entre nós a certeza de andarmos com benevolência e caridade.  A misericórdia que aproveitamos no curso do Ano Litúrgico de Lucas, nos aliviou das culpas e nos preparou para o ano de Mateus. As promessas feitas por Deus ao seu povo vêm agora e em todos os dias são realizadas.  A antiga aliança, prometida a Moisés, é agora concretizada em Jesus, o Emanuel, Deus conosco.

A nossa vida e a nossa comunidade são desafiadas a proclamar a Boa-Nova do Reino. Este exercício é o exemplo, o testemunho da oração familiar, a oração dos féis e a oração dos que confiam em Deus.

No advento sempre surgem seduções, provações e ofertas que nos alienam da realidade, desconversam sobre nosso ser perseverante e fiel a nossa fé. Ficai atentos, prestai atenção e não vos deixeis enganar. O Senhor, o Salvador vai chegar sem grandes barulhos e surpresas. Ele é a criança que vem para nos libertar.

Santo Natal, abençoadas festas de família.

Santo Ano Novo e muita prosperidade.

 

Padre Geraldo Ascari

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Publicamos aqui o texto integral da Homilia do Papa Francisco na Missa da Noite de Natal:

Nesta noite, resplandece «uma grande luz» (Is 9, 1); sobre todos nós, brilha a luz do nascimento de Jesus. Como são verdadeiras e actuais as palavras que ouvimos do profeta Isaías: «Multiplicaste a alegria, aumentaste o júbilo» (9, 2)! O nosso coração já estava cheio de alegria vislumbrando este momento; mas, agora, aquele sentimento multiplica-se e sobreabunda, porque a promessa se cumpriu: finalmente realizou-se. Júbilo e alegria garantem-nos que a mensagem contida no mistério desta noite provém verdadeiramente de Deus. Não há lugar para a dúvida; deixemo-la aos cépticos, que, por interrogarem apenas a razão, nunca encontram a verdade. Não há espaço para a indiferença, que domina no coração de quem é incapaz de amar, porque tem medo de perder alguma coisa. Fica afugentada toda a tristeza, porque o Menino Jesus é o verdadeiro consolador do coração.

            Hoje, o Filho de Deus nasceu: tudo muda. O Salvador do mundo vem para Se tornar participante da nossa natureza humana: já não estamos sós e abandonados. A Virgem oferece-nos o seu Filho como princípio de vida nova. A verdadeira luz vem iluminar a nossa existência, muitas vezes encerrada na sombra do pecado. Hoje descobrimos de novo quem somos! Nesta noite, torna-se-nos patente o caminho que temos de percorrer para alcançar a meta. Agora, deve cessar todo o medo e pavor, porque a luz nos indica a estrada para Belém. Não podemos permanecer inertes. Não nos é permitido ficar parados. Temos de ir ver o nosso Salvador, deitado numa manjedoura. Eis o motivo do júbilo e da alegria: este Menino «nasceu para nós», foi-nos «dado a nós», como anuncia Isaías (cf. 9, 5). A um povo que, há dois mil anos, percorre todas as estradas do mundo para tornar cada ser humano participante desta alegria, é confiada a missão de dar a conhecer o «Príncipe da paz» e tornar-se um instrumento eficaz d’Ele no meio das nações.

Por isso, quando ouvirmos falar do nascimento de Cristo, permaneçamos em silêncio e deixemos que seja aquele Menino a falar; gravemos no nosso coração as suas palavras, sem afastar o olhar do seu rosto. Se O tomarmos nos nossos braços e nos deixarmos abraçar por Ele, dar-nos-á a paz do coração que jamais terá fim. Este Menino ensina-nos aquilo que é verdadeiramente essencial na nossa vida. Nasce na pobreza do mundo, porque, para Ele e sua família, não há lugar na hospedaria. Encontra abrigo e protecção num estábulo e é deitado numa manjedoura para animais. E todavia, a partir deste nada, surge a luz da glória de Deus. A partir daqui, para os homens de coração simples, começa o caminho da verdadeira libertação e do resgate perene. Deste Menino, que, no seu rosto, traz gravados os traços da bondade, da misericórdia e do amor de Deus Pai, brota – em todos nós, seus discípulos, como ensina o apóstolo Paulo – a vontade de «renúncia à impiedade» e à riqueza do mundo, para vivermos «com sobriedade, justiça e piedade» (Tt 2, 12).

Numa sociedade frequentemente embriagada de consumo e prazer, de abundância e luxo, de aparência e narcisismo, Ele chama-nos a um comportamento sóbrio, isto é, simples, equilibrado, linear, capaz de individuar e viver o essencial. Num mundo que demasiadas vezes é duro com o pecador e brando com o pecado, há necessidade de cultivar um forte sentido da justiça, de buscar e pôr em prática a vontade de Deus. No seio duma cultura da indiferença, que não raramente acaba por ser cruel, o nosso estilo de vida seja, pelo contrário, cheio de piedade, empatia, compaixão, misericórdia, extraídas diariamente do poço de oração.

Como os pastores de Belém, possam também os nossos olhos encher-se de espanto e maravilha, contemplando no Menino Jesus o Filho de Deus. E, diante d’Ele, brote dos nossos corações a invocação: «Mostra-nos, Senhor, a tua misericórdia, concede-nos a tua salvação» (Sal 85/84, 8).

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Terça, 08 Dezembro 2015 13:50

Natal: festa da ternura de Deus

Oferecemos aqui alguns pensamentos sobre o Natal.

1 – “Ainda que Cristo nasça mil vezes em Belém, enquanto não nascer no teu coração: terás nascido em vão” (Silesius).

2 – “Não posso temer um Deus que se fez tão pequeno por mim” (Santa Teresinha).

3 – “Como Jesus é pobre e humilde na manjedoura!” (São Francisco de Assis).

4 – “Maria soube transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns paninhos pobres e uma montanha de ternura” (Papa Francisco).

5 – “A manjedoura é o lugar onde os animais encontram alimento. Ali encontramos Aquele que é o pão descido do céu. A manjedoura é uma alusão à mesa de Deus” (Bento XVI).

6 – “Jesus se fez homem para inflamarmos em seu amor e incendiar nossos corações”(Santo Afonso de Ligório).

7 – “Jesus Menino ganhou nossos corações. A encarnação de Jesus foi um incêndio de amor” (Santo Afonso de Ligório).

8 – “O boi e o jumento, no presépio, representam incompreensões da humanidade de Deus na pobreza” (Bento XVI).

9 – “O boi e o jumento são símbolos da humildade e da paciência. Só podem espantar as moscas com sua cauda” (Bruno Forte).

10 – “Fique bem perto do presépio e escute o Menino Jesus dizer: ‘Estou aqui porque te amo. Recupere a alegria de viver” (São Francisco de Sales).

11 – “Este menino me incita ao desprezo das riquezas, dos apegos, dos enganos e me chama à humilhação” (São Francisco de Assis).

12 – “A manjedoura é um trono mais esplendoroso que o de Salomão” (São Francisco de Sales).

13 – “O Menino Jesus me ensina a abnegação dos bens, das pompas e do conforto. Ele associa ternura e austeridade, amor e rigor, brandura e aspereza” (São Francisco de Sales).

14 – “ Nunca se viu uma mãe tão pobre e tão feliz como Maria em Belém” (São Francisco de Sales).

15 – “A grande Criancinha de Belém não veio para descansar, mas para lutar, doar-se e morrer” (São Francisco de Sales).

16 – “Aproxime-se, permaneça perto do Menino Jesus, contemple-o, permita a Ele te amar” (São Francisco de Sales).

17 – “Disse o Menino Jesus a São Jerônimo: ‘neste Natal, dá-me o melhor presente; dá-me teus pecados” (São Jerônimo).

18 – “O Menino Jesus é a gramática que nos faz compreender quem é Deus e o que nós devemos ser” (Leonardo Boff).

19 – “Jesus veio do alto do céu para o lugar mais imundo da terra. Ele desce até o esterco” (Leonardo Boff).

20 – “Vale a pena ser gente, porque Jesus se fez pessoa. Eis o humanismo de Deus” (Leonardo Boff).

21 – “Diante da inocência do Menino, cale-se a corrupção e a violência, cesse a solidão, pois Deus está conosco” (Leonardo Boff).

22 – “Deus ama tanto o homem como se fosse seu deus e como não pudesse ser feliz sem ele” (São Tomás).

No menino de Belém, Deus desce até nossa situação, está nos acontecimentos, nas feridas, nas provações, na experiência de nossos pecados. Deus desce onde dois ou três estão reunidos em seu nome, como desce para erguer todos os caídos. Ele é o “Eu Sou. Eu Estou”: “Eu sou Aquele que está convosco”. Ele inclina seus ouvidos para nos ouvir, enfaixa nossas feridas, tira o pobre do lixo e o faz sentar-se entre os nobres. Ele desce até o útero onde somos gerados e nos modelo, faz a estéril ser mãe de muitos filhos. Deus desce até a matéria, se faz pão, se faz escravo e pequeno. Eis o mistério da encarnação e a espiritualidade do natal.

Para encontrar Deus precisamos aprender a descer. Há uma descida pela qual todos passamos, isto é, o envelhecimento e a morte. É preciso aprender a descer. Descer do nosso status, do nosso trono, do nosso cargo, da nossa superioridade e também descer do cavalo. Descer até o chão e até o irmão, o inimigo. Quanto mais descemos, mais nos elevamos.

Descer até nosso interior, nosso eu profundo, nossas sombras, nosso lado pobre é a maior viagem da vida. Essa viagem de descida nos enobrece, eleva, liberta, enaltece, amadurece. Descer ao nosso barro como acontece ao grão de trigo; grão que se tornará trigal. Às vezes para descer precisamos ser empurrados pela graça de Deus, para que possamos cair em nós mesmos e nos levantar recuperados. Desça sobre nós o espírito Santo para iluminar nossas descidas que nos fazem renascer, que se tornam nosso natal.

 

Dom Orlando Brandes

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Segunda, 05 Janeiro 2015 22:00

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