Segunda, 07 Maio 2018 16:20

Maria Silenciou e Deixou Deus Agir

Por: Pe. Valdemar Alves Pereira   

Estimados leitores! Estamos no mês de maio, mês mariano. Queremos nesse mês caminhar com aquela, que renunciou a tudo, inclusive ao direito de falar, por causa da obediência a vontade de Deus, alguém que teve que renunciar a si mesma, aos seus projetos, sem poder fazer qualquer tipo explicação ou defesa pessoal.

Foi duro o silêncio de Maria. Ter algo a dizer e não poder fazê-lo, não porque não houvesse o que dizer, mas porque jamais seria compreendida, isso dói!

Por mais santo que José fosse, era noivo. Como iria compreender que a mulher com quem prometera se casar estava grávida, mas não houvera traição? E Maria não disse nada. Rezou e esperou.

Não foi um silêncio fácil, nem para ela e nem para José. Agora, de longe, parece tudo muito santo e muito bonito. Lá, naqueles dias, foi um tormento doloroso para os dois. Para ele, porque tudo apontava para a infidelidade, por mais que amasse Maria e quisesse crer na pureza dela. Para ela, porque, mais que explicasse, não se faria compreendida. Os evangelhos deixam isso muito claro.

Ninguém de nós compreende aquele silêncio, a não ser que passe pela experiência de ter que ficar quieto, porque o falar implicaria em maior sofrimento para nós e para os outros.

É duro o silêncio de quem não pode falar, nem mesmo para explicar. Milhões de pessoas tiveram que ficar quietas ao ponto do martírio. Muitos conhecem a tortura do silêncio. É assim o silêncio dos psicólogos, de leigos envolvidos com casos delicados de droga ou desvios graves de comportamento; é assim o silêncio de padres, religiosos e religiosas.

Não sabe o que é o martírio aquele que não teve que engolir em seco sua verdade. Uma palavra a defenderia, mas ela não pôde ser dita. E se dita nem as pessoas mais próximas nem os amigos a compreenderia O difamado ou caluniado dificilmente tem defesa. Por mais inocente que seja, não há o que dizer, nem adianta dizer, porque onde foi o boato, não vai o fato.

Maria fez o certo. Calou-se e deixou tudo nas mãos de Deus. “Seja como Deus quiser!” E não disse mais nada! Quando tivermos que guardar algum enorme silêncio, porque dizer faria bem a nós, mas faria mal a outros, guardemos silêncio. O Deus que pôs a luz no ventre de Maria, também a pôs na cabeça de José. É rezar, pedir luzes e assumir a cruz. Afinal, nenhuma palavra faz sentido sem o silêncio que a acompanha. Nós, cristãos, deveríamos entender este mistério. Deus é comunicação, mas o que Ele mais faz é silêncio. E todos os que disseram alguma coisa de útil em nome d’Ele, precisaram primeiro entender este silêncio.

Tudo que é definitivo nasce do silêncio, o silêncio é o novo nome de Deus. Essa palavra resume a vida, a história e o sim de Maria, que foi fiel na fé, na perseverança e no amor. Que Deus nos abençoe, pela intercessão da Virgem Maria. Amém

 

 Fonte:  Larrañaga Inaci, O silêncio de Maria, nona edição, Ed. Paulinas, Piracicaba, SP.  1977. Os. 90-114.

 

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A participação de Nossa Senhora em Pentecostes

Por: Henrique Cavalheiro

Dois assuntos pertinentes para o mês de maio, Maria e o Espírito Santo. O mês das flores, como é chamado pelo pai fundador, São Luís Guanella, lembra a Santíssima Virgem que representa todas as mães do mundo. Um mês inteiro para que os católicos aprofundem sua intimidade com a Santa Mãe de Deus. Também se recorda a festa de Pentecostes e a vinda do Espírito Santo no cenáculo. Por isso, é interessante comentar a relação de Nossa Senhora com o Paráclito.

Desde a encarnação do Verbo em Maria, foi o Espírito Santo que a cumulou de graças e assim gerou o Filho de Deus em seu seio virginal. “O Anjo lhe disse: O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo vai te cobrir com sua sombra” (Lc 1,35). Vejam quanta intimidade possui a Santíssima Virgem com o Espírito Consolador. Quando o Espírito de Deus inunda o ser de alguém, ele transmite seus dons, que são: entendimento, sabedoria, ciência, conselho, fortaleza, piedade e o temor de Deus. Estes dons são hábitos inseridos na alma para a dispor a perceber com mais facilidade as ações do próprio Espírito. Em toda sua vida, Maria Santíssima, transpirou estes dons. 

Tudo que a Igreja faz e diz é pedindo a inspiração do Espírito, sem Ele a humanidade nada faz de bom. Na prática das santas virtudes Maria se aproximou e se entregou a Ele. Deixou acesso livre para que fizesse com Ela a vontade do Pai, renunciou suas escolhas e silenciosa se abandonou nos impulsos do Espírito. 

“Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.” (At.2, 1-4). Vejam que beleza, a Santíssima Virgem estava com os discípulos em oração, nada mais justo, que Ela que tanto confiou e esperou também estivesse presente no momento do derramamento do Paráclito. Uma súplica comunitária, uma unidade que transbordou o amor do Pai. Recolhidos em prece, quase num retiro, atentos aos silêncios de Deus. No amor da Mãe, com a fé convicta em Jesus e com a força do Espírito Santo, os apóstolos estavam prontos para a missão de evangelizar.

Portanto, se a humanidade pretende ter uma comunhão maior com o Espírito Santo, seguramente, é se aproximando de Nossa Senhora, a esposa do Consolador, que terá um valioso êxito. Mas como Nossa Senhora, ao receber o Espírito Santo, é preciso se colocar a serviço do próximo, não dá para esperar, o mundo precisa dos frutos deste divino encontro. 

 

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Quarta, 09 Novembro 2016 17:35

Nossa Senhora da Consolação

O título de Nossa Senhora da Consolação é muito antigo, pois começou a ser usado no tempo dos apóstolos, pelo seguinte motivo: depois da subida de nosso divino Salvador para o céu, quarenta dias depois de sua gloriosa Ressurreição, Maria Santíssima foi para os apóstolos uma verdadeira Mãe; se já desde a morte de seu Divino Filho os amparava e confortava, depois ainda mais solícita se tornou, consolando-os e encorajando-os na árdua missão de levar a fé ao mundo pagão daquele tempo.

E tal era a veneração que lhe tributavam os apóstolos e discípulos, que lhe deram o título de Nossa Senhora Consoladora ou da Consolação. Virgem Maria nos consola obtendo para nós todas as graças necessárias pra realizar uma vida nova e reavivar a nossa Fé.

 

 

Pe. Armando Brédice

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Quinta, 16 Junho 2016 15:12

Coroação de Nossa Senhora

 

 

A Virgem Maria, nossa mãe e rainha de nossa comunidade foi homenageada no dia 22 de maio em dois lindos momentos, um após a missa das 09h e outro após a missa das 18h. Aproximadamente 70 crianças da catequese coroaram solenemente a imagem de Maria Santíssima. 

 

Mais fotos em: https://www.facebook.com/santateresinhacruzeiro/photos/?tab=album&album_id=732050483604169

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Dicas de leituras marianas:

"A Mulher do Apocalipse" - Prof. Felipe Aquino.

“Consagração a Nossa Senhora” - Dom Antonio Maria Alves.

"Glórias de Maria" - Santo Afonso Maria de Ligório.

“Imitação de Maria” – Autor desconhecido.

“Ladainha De Nossa Senhora - O Sentido De Cada Invocação” - Pe. Joãozinho, SCJ .

“Maria, Mãe dos Cristãos” - Padre Mário Bonatti.

“Maria, A Mulher do Gênesis ao Apocalipse” - Monsenhor Jonas Abib.

“O Segredo de Maria” - São Luis de Montfort.

"Salve, Santa Rainha" - Scott Hahn.

“Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem” - São Luís Maria Grignion de Montfort.

“9 Meses com Maria” - Padre Luiz Erlin.-- 

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Segunda, 02 Maio 2016 14:49

Nossa Senhora Achiropita - Padre Armando

            Conta-se que no ano de 590, em Rossano (Calábria, Itália), o eremita santo Efrém obteve de Maurício, imperador de Constantinopla, a permissão de transformar a gruta em que ele habitava em um templo dedicado a Nossa Senhora. A gruta do eremita ficou encerrada entre os muros da nova igreja.

            O governador Filípico, cunhado de Maurício, determinou que se pintasse a imagem de Nossa Senhora no fundo da gruta, tendo sido escolhidos hábeis artistas de Bizâncio para esse fim; mas o que era pintado pelos artistas durante o dia desaparecia misteriosamente à noite. Filípico, desconfiado e aborrecido com o contratempo, ordenou que a gruta fosse vigiada.

            Estava o guarda em seu posto durante a noite, quando viu surgir repentinamente uma senhora de rara beleza, toda resplandecente e vestida de seda alvíssima, a qual lhe pediu que se retirasse.

            Na manhã seguinte, informado do extraordinário fato, Filípico dirigiu-se com outras pessoas à gruta, na qual verificaram todos, com grande admiração, estar a imagem de Maria magnificamente pintada no lugar em que os artistas desejavam pintá-la. A Virgem, em sua incomensurável condescendência, havia pintado seu próprio retrato. Eis por que a imagem tão cara aos corações dos fiéis devotos de Nossa Senhora foi denominada Achiropita, isto é, do grego “não pintada por mão humana”.

            Emigrantes calabreses, vindos para São Paulo, trouxeram uma cópia fiel desta imagem, e os padres missionários da Divina Providência (Obra de D. Orione) lhe dedicaram sua igreja, construída com auxílio de muitos italianos na  rua 13 de maio - SP.

Nossa Senhora Achiropita rogai por nós!

 

Pe. Armando

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Segunda, 02 Maio 2016 14:44

Católicos e a devoção à Virgem Maria

"Deus pai juntou todas as águas e chamou-as mar; juntou todas as suas graças e chamou-as Maria" (São Luís Maria Grignion de Montfort).


 

É fácil encontrar questionamentos e informações erradas sobre a relação dos católicos e Maria Santíssima. A Igreja Católica dedica o mês de maio a Nossa Senhora. Por isso, a capa do informativo deste mês tratará de questões importantes sobre a devoção mariana, para que assim se possa aprimorar e aumentar o amor pela Mãe de Deus e dos homens.

Antes de tudo, é preciso reafirmar algo bastante claro: católicos não adoram Nossa Senhora. A Igreja ensina seus fiéis que a Latria (do grego "adorar") é devida somente a Deus.  A Dulia (do grego "honrar") é o culto de veneração devotado aos santos. Por Maria Santíssima ser a Mãe de Deus e mãe espiritual de toda a humanidade a ela é devida a Hiperdulia (do grego “alta veneração”). A latria está muito distante da dulia, assim como a dignidade do criador é muito maior do que a de qualquer criatura.

A devoção mariana iniciou-se com o cristianismo, basta lembrar das palavras do Anjo à jovem Maria: “Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1, 28). Ou então, ao encontrar a prima Isabel, esta proclama: “Bendita és tu entre as mulheres! Bendito é o fruto do teu ventre! Donde me vem a honra de que venha a mim a mãe do meu Senhor? Pois logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio.” (Lc 1, 42-44). É evidente a profecia feita por Maria em seu canto Magnificat: "Desde agora, todas as gerações me proclamarão Bem-aventurada!" (Lc 1, 48). Inúmeras passagens bíblicas podem ser usadas para justificar e legitimar a prática de honra à Virgem Santíssima.

O fim único de qualquer prática mariana é Jesus, o único Senhor e Salvador. Este é o desejo de Maria, levar o mundo até seu Divino Filho. A verdadeira devoção mariana é cristocêntrica.

São Luís Maria Grignion de Montfort (1673-1716) escreveu o “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”. O livro fala da devoção a Nossa Senhora e da necessidade da consagração a Ela. O Tratado foi promulgado pelo Papa Pio IX em 12 de maio de 1853, em Roma. Através de um decreto, os escritos de São Luís foram declarados isentos de qualquer erro. Além disso, o Tratado apresenta um método simples e eficaz de consagração, de se entregar inteiramente à Maria. Para o santo, quanto mais conhecer Maria, mais conhecido será Jesus. Não pode, pois, haver receio de desagradar ao Filho, amando verdadeiramente sua Mãe. 

Existem diversas formas de honrar a Mãe de Jesus. Entre as mais conhecidas práticas exteriores estão: trazer as suas insígnias como o Rosário, o Terço, o escapulário ou a medalha milagrosa; rezar com modéstia, atenção e devoção o Rosário completo, o Terço, Ladainha de Nossa Senhora, o Ofício da Imaculada, ou outras orações em honra de Maria; cantar e incentivar os cânticos espirituais em sua honra; enfeitar os seus altares, coroar e embelezar as suas imagens; levar e incentivar as procissões com suas imagens; colocar imagens suas, ou o seu nome, nas igrejas e residências.

A palavra Rosário significa "Coroa de Rosas". Cada vez que se reza uma Ave-Maria, é entregue uma rosa à Maria e, no fim de um terço ou um rosário o fiel entrega seu ramalhete espiritual a essa Mãe tão terna e boa. Disse o papa emérito Bento XVI, no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em 12 de maio de 2010: “A oração do Terço permite-nos fixar o nosso olhar e o nosso coração em Jesus, como sua Mãe, modelo insuperável da contemplação do Filho”. A oração do Santo Rosário surgiu, aproximadamente, no ano 800 à sombra dos mosteiros. Dado que os monges rezavam os salmos (150), os leigos, que em sua maioria não sabiam ler, aprenderam a rezar 150 Pai Nossos. Com o passar do tempo, se formaram outros três saltérios com 150 Ave Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria. Por volta de 1206 a Virgem Maria apareceu a São Domingos Gusmão e entregou o Rosário como uma arma poderosa para a conversão dos hereges e outros pecadores.

 

“Um cristão sem Maria está órfão. Também um cristão sem a Igreja é um órfão. Um cristão precisa destas duas mulheres, duas mulheres mães, duas mulheres virgens: a Igreja e a Mãe de Deus.” Papa Francisco.

Dicas de leituras marianas:

"A Mulher do Apocalipse" - Prof. Felipe Aquino.

“Consagração a Nossa Senhora” - Dom Antonio Maria Alves.

"Glórias de Maria" - Santo Afonso Maria de Ligório.

“Imitação de Maria” – Autor desconhecido.

“Ladainha De Nossa Senhora - O Sentido De Cada Invocação” - Pe. Joãozinho, SCJ .

“Maria, Mãe dos Cristãos” - Padre Mário Bonatti.

“Maria, A Mulher do Gênesis ao Apocalipse” - Monsenhor Jonas Abib.

“O Segredo de Maria” - São Luis de Montfort.

"Salve, Santa Rainha" - Scott Hahn.

“Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem” - São Luís Maria Grignion de Montfort.

“9 Meses com Maria” - Padre Luiz Erlin.

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A alegria da ressurreição é a fórmula direta de passagem da existência humana para a vida eterna. Preparamos-nos cada dia para este encontro definitivo. Deus Pai nos espera para dar-nos o prêmio do Filho muito amado gerado no Seu Filho Jesus Cristo nosso Salvador.

Jesus ao se despedir dos seus amigos exclama: “Vou preparar um lugar para vocês, quando estiver preparado, voltarei e vos levarei comigo, para que onde eu estiver vocês estejam também comigo, na casa do meu Pai existem muitas moradas”. Eis a promessa de Jesus: Preparar-nos um lugar. Temos muitas promessas de revelação que Jesus nos fez. Esta é a mais direta que temos: Um lugar. Já temos caminhos para exercer a busca e o encontro deste lugar. O amor é o indicador fiel. “Amai-vos como eu vos amei.”

Os apóstolos conviveram com Jesus e saborearam este lado bom de Jesus, sua direção que vinha do Pai. “Eu e o Pai somos um”. Esta unidade reflete como bem para os que lutam cada dia na alegria e nas tribulações, nas intempéries e na grande bonança que se reveste de providência. “Eu estarei sempre convosco”.

A nossa confiança de fé é uma referência diferencial para vivermos em unidade e fraternidade. Assim vamos nos preparar com Maria, Nossa Senhora, no cenáculo para receber o Espírito Santo. Ela gerou os novos filhos do Espírito Santo para a missão. A Mãe sabe que destaca na graça a ação do reino.

Com Maria a mãe de Jesus e nossa mãe queremos vivenciar a prova mais confiante dos bens eternos, nossa salvação. Com ela queremos servir como discípulos missionários da misericórdia do Pai. Ela é a mãe da misericórdia, em seu pensamento está a Palavra de Sabedoria, no seu coração é guardada e servida aos apóstolos. Doada por Jesus a comunhão perfeita do Pai.

Vem Espírito Santo doador dos sinais eternos!

 

Pe. Geraldo Ascari

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Domingo, 16 Novembro 2014 22:00

Nossa Senhora do Rocio

No fim do século XVII já existia a devoção a Nossa Senhora do Rocio (antes de 1686 não se encontra, na história do Paraná, referência alguma a esta devoção). Pela tradição sabe-se apenas da existência, no Rocio, de um índio ou africano pescador, conhecido por Pai Berê, cuja choupana ficava justamente no local onde hoje é o santuário.

Certo dia esse homem, ao lançar a rede ao mar, colheu uma imagem que reconheceu ser de Nossa Senhora, e, levando-a para casa, instituiu terços em sua honra na primeira quinzena de novembro, provavelmente para recordar a época do achado.

Com aqueles tempos eram de fervorosa fé, os vizinhos acorreram desde logo aos terços do Pai Berê, e, dentro em pouco, espalhada a fama dos milagres obtidos por intercessão de Nossa Senhora, representada naquela imagem, a devoção começou a ser praticada também pela gente da vila, que abalava pela estrada arenosa até a cabana do pescador, para assistir aos terços ou cumprir promessas.

Não tardaram os devotos da vila a pretender a posse exclusiva da imagem, tomando-a ao Pai Berê, para coloca-la em altar mais apropriado, na Matriz. Mas, diz a lenda, tantas vezes foi à imagem processionalmente conduzida para a vila quantas as que se evadiu, sem intervenção humana, amanhecendo em seu lugar, no humilde oratório, até que, convencidos da impossibilidade de a deterem na igreja paroquial, resolveram construir uma capela no Rocio.

A capela foi começada antes de 1797; mas, pela escassez dos recursos, só foi terminada em 1813, quando a benzeu solenemente, em novembro desse ano, o Revmo. Pe. Manuel de são Tomé, celebrando-se então a primeira Festa em templo próprio e com aparato nunca visto.

Em maio de 1924 foi concluído o atual santuário, continuando a devoção a Nossa Senhora do Rocio a ser o alento e a esperança das gerações paranaguenses.

À imagem achada por Pai Berê deram o nome de Nossa Senhora do Rocio, porque assim se chamava o lugar onde ele morava. Esse lugar é hoje um pitoresco arrabalde de Paranaguá, estado do Paraná, Brasil.
 
Pe. Armando
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