Quarta, 10 Outubro 2018 07:35

VOCÊ TAMBÉM É CHAMADO A SER MISSIONÁRIO

VOCÊ TAMBÉM É CHAMADO A SER MISSIONÁRIO

 Estimados paroquianos e leitores do nosso informativo! Estamosno mês missionário ,de Nossa Senhora Aparecida, de São Luís Guanella nosso fundador, e da nossa padroeira.
 Para nossa alegria, abrimos o mês com a festa de Santa Teresinha, patrona das missões. E como tal, ela nos ensina que há dois modos de ser missionário na Igreja: missionário por presença física nas terras de missões; que são os homens ou mulheres cristãs,a quem Deus confiou tal carisma, e missionários da oração e da partilha; que na meditação e na mística se sacrificam, de modo que a graça de Deus atue na vida e na ação dos evangelizadores e dos evangelizados.
 Estas duas formas de ser missionário na Igreja são muito necessárias e se complementam. É na segunda forma, pela oração com o coração, que Santa Teresinha será sempre um exemplo, e foi assim que ela se tornou missionária sem sair da clausura do convento.
Ela diz: “Quando rezo pelos meus irmãos missionários, não ofereço os meus sofrimentos, digo simplesmente: Meu Deus dê-lhes tudo que desejo para mim”. Assim, Teresinha rezava pelos seus irmãos missionários e estabelecia com eles, pela oração e por cartas, como que uma fraternidade e missionariedade espiritual e universal.
Quero lembrar também, queridos paroquianos, que a sua generosidade e partilha na comunidade, é uma expressão forte de fé, que lhe transformanum missionário exemplar, ainda que nunca tenha dito uma só palavra na Igreja. Queremos ser a expressão e o reflexo desse amor criador e restaurador de Deus, que ocupa o centro de nossas vidas. Neste ano do laicato, movidos pela graça de Deus, queremos ser sal que dá sabor e ser luz que ilumina todos os ambientes por onde passarmos!
E termino com essa belíssima frase de Santa Teresinha: “Do evangelho fiz meu tesouro mais precioso, e por isso desejaria ter sido missionária, desde a criação do mundo, até o fim dos séculos, para ter levado essa Boa Nova, com alegria a todos que o senhor me desse a graça de encontrar”. Amém.

FONTE: http://www.capuchinhos.org/missoes/grandes-missionarios-as/420-santa-teresa-do-menino-jesus-padroeira-das-missoes

 Pe. Valdemar Alves Pereira

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Segunda, 03 Setembro 2018 10:10

UM SOPRO DE VIDA NO ESPÍRITO

Pe. Valdemar Alves Pereira

Estimados amigos e irmãos, paroquianos e leitores do nosso informativo. Estamos no mês da Bíblia, Palavra de Deus, inspirada pelo Espírito Santo. Essa mesma Palavra deve ser lida, entendida, interpretada e vivida a luz desse mesmo Espírito.  Cinquenta dias depois da Páscoa, o Consolador desceu sobre a comunidade dos discípulos "assíduos e concordes na oração" reunidos "com Maria, a mãe de Jesus" e com os doze Apóstolos (cf. At. 1,14; 2,1). Portanto podemos dizer que a Igreja teve o seu solene início com a descida do Paráclito. Com Ele, a Igreja pode dizer como Jeremias: “Quando encontrei tuas Palavras alimentei-me, Senhor! Elas se tornaram para mim uma delícia e a alegria do meu Coração” ( Jr 15, 16)!
 A Igreja, segundo 1Pd 2,5, somos nós. Ele confirma isso quando diz: “também vós, como pedras vivas, formai um edifício espiritual”. Somos pedras vivas porque somos templos do Espírito Santo. É Ele que nos dá sabedoria para vivermos de forma simples, alegre e ordenada. Sem o Espírito Santo tudo vira um caos. Santo Irineu de Lion, falando contra as heresias dizia: “a alma está entre as duas coisas: ora segue o Espírito e, Graças a Ele, voa; ora obedece a carne, e cai nos desejos terrenos”. (CANTALAMESSA, O Sopro do Espírito, 4Ed, P. 109).
 No início, a criação era um caos, mas quando Deus soprou o Espírito sobre o universo do caos, ele se transformou no cosmos, que significa beleza. A Igreja também, em alguns períodos da história, experimentou o caos. Porém, o Espírito de Deus que a conduz, retirou-a do caos para a ordem, das trevas para luz.
Nós também, cada pessoa, individualmente, somos um universo. E como tal também experimentamos o caos, e muitos já passaram por isso, e sabemos, que se faltar a sabedoria, a força e a graça do Espírito Santo nesse momento sucumbimos no abismo e nas trevas. Mas o Espírito de Deus mora em nós, está a nossa disposição. São Paulo na 2Tm 1,6, “nos convida a reavivar o Dom de Deus que está em cada um de nós”. E nessa força renovada em nosso coração, também nós passaremos do caos pessoal para um cosmo organizado e sereno.
 O Espírito nos transforma em homens e mulheres novos, porque Ele foi enviado para isso, para gerar vida nova em todas as pessoas. Pedro, de homem medroso, desanimado, decepcionado e frio, agora, cheio do Espírito de pentecostes, se transforma num instrumento eficaz de Deus, e faz o primeiro anuncio do Cristo Vivo, Ressuscitado.
 Nem todos sentiram ou sentem a força do Espírito, mas ele nunca cessou a sua ação na história e na Igreja. O sopro do Espírito vem sobre Adão na criação e ele se torna um ser vivo; vem sobre a Virgem Maria, na encarnação, e nela ganha vida o redentor; vem sobre Jesus na ressurreição, e o torna um Espírito que dá a vida; vem sobre os apóstolos em Pentecostes, e nasce a Igreja; vem sobre a água no batismo, e o homem renasce para a nova vida; vem sobre o pão e o vinho, na eucaristia, e eles se transformam no Corpo e Sangue de Cristo; vem diariamente sobre nós, e nos enche de zelo, ardor e entusiasmo na missão; virá ainda sobre nós no fim dos tempos, e dará vida aos nossos corpos mortais (Op. Cit. P. 107).
 
FONTE: CANTALAMESSA, Raniero, O Canto do Espírito, Ed. Vozes, 4 Edição, Petrópolis, RJ, 2009.

 

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Sexta, 10 Agosto 2018 15:10

VOCAÇÃO: DEUS CHAMA E ENVIA

Por: Pe. Valdemar Alves Pereira

Queridos paroquianos e leitores do nosso informativo!  Estamos em agosto, mês vocacional. É tempo de empenharmos no despertar, na promoção e no incentivo às vocações. “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe” (Mt 9, 36-38). Com essa chamada Jesus nos responsabiliza nesse trabalho de promoção e animação vocacional.


A vocação dos discípulos nasce, precisamente, no diálogo íntimo de Jesus com o Pai. As vocações são fruto de um contacto constante com o Deus vivo e de uma oração insistente que se eleva ao Dono da messe.


 “Vem e segue-Me, e eu farei de vós pescadores de homens” (Mt 4,19). É Jesus quem chama, mas quer contar conosco. Ele nos diz: “Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações, e não tenham medo, estarei convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28,19-20).


A proposta, que Jesus faz às pessoas ao dizer-lhes “Segue-Me”, na verdade está querendo dizer, vocês são os continuadores do meu projeto! Mas é preciso segui-lo no amor, pois só quem ama é livre suficiente para dar um sim definitivo. O amor é que nos faz crer que, mesmo nas limitações, dificuldades e fraquezas, Deus nos escolhe, nos ama e conta conosco. “O sinal pelo qual todos vos hão de reconhecer como meus discípulos é esse: terdes amor uns para com os outros” (Jo 13, 35).


Não temas em dizer sim. É Deus quem chama e diz: tu és meu, eu te tomei pela mão, não temas, eu sou contigo, não te assombres, porque eu sou o teu Deus!


Portanto a mensagem que eu deixo para os jovens é a mesma que, na ensolarada manhã de 24 de abril de 2005, em que inaugurava seu pontificado, o Papa Bento XVI, diante da Praça de São Pedro abarrotada de peregrinos de diversos lugares do mundo, dirigiu de modo especial aos jovens, dizendo: “eu gostaria de dizer com toda força e convicção, partindo da experiência de uma longa vida pessoal, queridos jovens: não tenhais medo de Cristo! Ele não tira nada, Ele dá tudo “.

 

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Por: Pe. Valdemar Pereira

O fundamento para a atuação dos leigos é o próprio batismo. Por meio dele passa-se a fazer parte da Igreja que é a imagem terrena da Santíssima Trindade. Isso porque, em relação ao Pai, a Igreja é Povo de Deus; em relação ao Filho, a igreja é Corpo e Esposa de Cristo; e em relação ao Espírito Santo, a igreja é Templo Vivo.

Assim, pelo batismo, somos ungidos pelo Espírito Santo que nos enche de dons. Dessa forma, podemos proclamar, com a palavra e com a vida: “O Espírito do Senhor está sobre mim! Ele me ungiu, me consagrou e me enviou, para ser sal da terra e luz do mundo” (Lc 4, 18). Esse sal e essa luz veem do tesouro, o próprio Deus, que trazemos escondido dentro desse vaso de barro, que somos nós (2 Cor 4, 7-9)!

Porém em Eclesiástico (2, 1-13), temos a seguinte advertência: se te decidires colocar-se a serviço do Senhor, prepara-te, para prova. Mas sê constante e perseverante, porque nunca se ouviu dizer que alguém tivesse confiado no Senhor e fosse decepcionado por ele. Diante das provas somos convidados a perseverar dizendo como São Paulo: “eu sei em que acreditei”. Quando bater a tristeza, ou estiveres desanimado, a ponto de achar que tudo está perdido, e sem vida, antes se pergunte, eu estou cumprindo minha missão de sal da terra? E quando estiveres apavorado, vendo em tudo pecado e trevas, a ponto de ter medo de dar um passo e cair no abismo, antes também se pergunte: eu estou cumprindo a minha missão de luz do mundo?

Meu irmão e minha irmã, não se omita, não se esconda, não desanime, não desista jamais! Quem nos chamou foi Deus, Ele nos acompanha em cada passo, e estará conosco, todos os dias, até o fim do mundo (Mt 28, 20)! Ele nos fala ao coração todos os dias, dizendo: “Tu és meu, Eu te tomei pela mão. Não temas eu sou contigo, não te assombres, porque eu sou o teu Deus” (Is 41, 10)!

Portanto, ide e evangelizai, e se precisar falem, para que, quando chegarmos ao entardecer de nossas vidas, com a sensação do dever cumprido, possamos dizer como o Apóstolo São Paulo: “Combati o bom combate, completei a minha corrida, porque guardei a minha fé” (2Tm 4, 7)! Amém!!

 

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Terça, 19 Junho 2018 15:21

Ser reflexo dos Sinais de Deus

Por: Pe. Valdemar Alves Pereira      

Os sinais de Deus estão em toda a parte. A vida e os dias estão cheios de maravilhas encantadoras. Quando se percebe esses sinais, a existência fica cheia de alegria e de motivos para continuar, com esperança. 

Na manhã que nasce calma, no dia que transcorre com o calor do sol, ou com a chuva que molha e faz crescer a relva. Tudo fala de Deus, tudo é bonito, tudo é belo. E a beleza é presença de Deus no homem e no universo. Por isso ninguém é feio, por que todos são frutos do amor de Deus, e o próprio Deus mora nas pessoas. Muitas vezes a criatura aparece, enquanto que o Criador fica escondido. Por isso, o desejo é implorar como fazia o Cardeal Newman: “ó Deus te pedimos que apareça mais em nós, de modo que possamos te sentir e te saborear. E que os outros percebam as tuas maravilhas que desabrocham dos corações dos teus filhos. ”

Quando se sente, percebe-se, vive-se e agradece-se por essas maravilhas de Deus, há uma sintonia com Ele, se está em oração. Esta prece desperta a fé que anima e torna-se esperança. E de acréscimo surgem sinais e flechas que apontam para Jesus Cristo.

Alguém poderá perguntar: porque ou para que rezar? A resposta de quem está em diálogo com Deus deveria ser a seguinte: ‘porque percebo a existência do meu Pai celeste, pelos sinais deixados em mim e ao redor de mim. A harmonia perfeita dos astros no universo, o funcionamento perfeito do organismo. Todos os órgãos em plena atividade, cada um com a sua função, mantendo o sopro de vida nos corpos. ’ É essa conexão com Deus, por meio da oração que enche de motivos para continuar.

Concluindo, são muitos os sinais de Deus presentes no cotidiano, que nem se consegue mencionar todos. Mas um grande sinal que poderia resumir todos os outros, é um sincero sorriso que provém de um coração que ama. Isso expressa a paz, a alegria e a insuperável beleza de Deus que habita nos corações.  

 

 

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Terça, 06 Março 2018 15:57

EXERCÍCIOS DE PIEDADE QUARESMAL

Por: Pe. Valdemar Alves Pereira SdC

O Jejum, a esmola e a oração são práticas de mortificações que sempre estiveram presentes na vida de Jesus e na sua Igreja. Estamos vivendo esse tempo da quaresma como um retiro em preparação para a grande festa do Cristianismo, a Páscoa da Ressurreição. 

Nada melhor nesse tempo de retirada, nos afastarmos das coisas do mundo e deixarmos contagiar com a graça e a bênção de Deus. Sair do mundo significa abster-se de coisas que apetitavam muito ou aguçava o prazer; fazendo isso, estou Jejuando. Retirar-se, se supõe que queremos estar sintonizados com Deus o tempo inteiro, a ferramenta para isso se chama oração. 

Durante o retiro, tempo de graça, me encho das dádivas de Deus. Somadas essas riquezas espirituais à aquelas materiais, fruto da economia feita com o nosso jejum podemos dar de esmola aos pobres. Percebemos que são práticas indispensáveis na vida do Cristão e porque não dizer, do ser humano. Elas estão interligadas, uma depende da outra, falhando numa falho em todas.

Seja discreto na vivência dos exercícios de piedade, lembre-se que o jejum não é para me entristecer, a esmola não é para mostrar que sou bonzinho, e oração não deve me tornar um fariseu, mas devem ser meios que me levem a um encontro comigo mesmo, e com Deus. Portanto, servem para nossa alegria interior, e para nos unir aos irmãos e a Deus.  

Falando mais especificamente do Jejum o Profeta Isaías diz que: “ele deve ser em primeiro lugar abstenção do pecado, em segundo lugar, deve me tornar mais disponível para Deus” (Is 58,6). 

Já São João Crisóstomo, ao recomendar o Jejum, diz que o dinheiro economizado com a abstinência daquilo que eu mais gosto, ou que me dá prazer, deve ser doado aos pobres, e se eu não o fizer estou privando-os de um direito deles. Assim, o Jejum tem por alvo o Coração, mais do que o estômago. Nossa fome e nossa abstinência, devem nos tornar solidários de pessoas que, ‘jejuam’ todos os dias forçados pela situação de miséria em que vivem. 

Que as práticas quaresmais agucem a fome e a sede de justiça, de amor e de paz, e leve-nos a evitar todo o tipo de interesse egoísta. Quem viver esse tempo assim, descobre que não só está jejuando, mas amando de verdade. 

 

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Bendito o que vem em nome do Senhor

Padre Valdemar é o novo vigário paroquial e deixou uma mensagem para todos os membros da comunidade:

“Estimados paroquianos de Santa Teresinha, Cruzeiro Novo, Brasília-DF,

Quero comunicar-vos que estou feliz em estar aqui em vosso meio para exercer o meu ministério sacerdotal, juntamente com o Pe. Antônio, Pe. Armando e o Pe. Geraldo. Estou aqui desde o dia 24 de fevereiro de 2017. Agradeço pela acolhida e pela abertura a mensagem de Deus por mim transmitida. Quero ser aqui instrumento e sinal da benção, da graça e do amor de Deus.

Fui ordenado no dia 07 de dezembro de 2002. Estou com 14 anos de padre, porém, já tenho 19 anos de vida religiosa, pois fiz minha primeira profissão em 1998. Foi aqui nesta comunidade que iniciei minha caminhada seminarística há 24 anos, no dia 19 de março de 1993. Durante todo esse tempo estudando, rezando e trabalhando na vinha do Senhor, sinto que cheguei aqui movido pela graça de Deus.

É movido por essa mesma graça que desejo continuar fazendo a vontade de Deus aqui nesta igreja particular na Arquidiocese de Brasília e mais especificamente na Paróquia Santa Teresinha, juntamente com vocês, querida comunidade!

Que Deus vos abençoe e vos conceda saúde e muita paz.

Att,

 

Pe. Valdemar Alves Pereira . SdC.”

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