Quarta, 24 Abril 2019 11:55

Quarta-feira da Oitava da Páscoa

Às vezes nós ignoramos Jesus e não O reconhecemos em inúmeras situações. Muitas vezes nós ficamos cheios de dúvidas, queremos as nossas respostas e ficamos incapazes de ter discernimento e perceber a presença dEle e a Sua voz nos dando direção através das Sagradas Escrituras, da Homilia, um amigo, uma pregação, até mesmo de um não que recebemos ou alguma situação triste que nos acontece, não que Ele queira ver um filho amado chorando e sofrendo, mas, quer que entendamos que independente da situação, Ele caminha conosco e nos ama. Se nossa vida é voltada para presença do Senhor, em tudo devemos enxergar e sentir Sua presença a nos guiar. Jesus sempre fala ao nosso coração, e mesmo que fiquemos tristes, as vezes decepcionados com pessoas e situações, Ele nos dá a capacidade de compreender coisas que muitas vezes não nos abrimos a compreensão. Ele nos ama incondicionalmente e ao abrirmos nossa mente, cabeça e coração, conseguimos perceber que Ele só quer nosso bem, nossa felicidade. Os discípulos de Emaús não O reconheceram, mas, eles ficaram com seus corações ardendo. Assim acontece conosco, por mais que não compreendamos certos acontecimentos, quando estamos em Sua presença, o nosso coração arde, certos de que mesmo que não vejamos solução agora, sabemos que Ele luta a nosso favor e sua morte e Ressurreição é prova disso. Que possamos nos fortalecer a cada linda história das Sagradas Escrituras, pois, assim como cada uma daquelas pessoas venceram na presença do Senhor, o mesmo acontecerá com cada um de nós, se nos deixarmos ser guiados pelo Espírito Santo de Deus. Que tenhamos fé, coragem e nos abramos ao amor que Jesus derrama sobre nós!!! Você é muito especial e O Senhor caminha todos os dias ao seu lado, se abra ao poder dEle e veja a maravilha que é estar em Sua presença. Que nessa 8a da Páscoa, você receba tudo que tem almejado e se não receber, tenha certeza que receberá, no tempo certo, por isso, não desista, apenas ame, faça sua parte e seja canal de graça na vida de todos ao seu redor. O coração de Jesus bate forte por você!!! Que O Senhor te abençoe e te guarde de todo mal!
Publicado Publicado em Notícias

Quarta, 24 Abril 2019 10:48

Oitava da Páscoa

A Oitava da Páscoa é um tempo de grande alegria espiritual! Nós temos que vivê-la com grande intensidade, sempre na presença de Jesus Cristo, que transborda sobre nós os méritos da Redenção com sua Ressurreição. É um tempo com muitas graças, com isso nossa alma, com mais facilidade, beberá nas fontes divinas. Com Cristo, vamos vencer os pecados, superar os vícios, renovar nossa fé e assumir a missão de todo batizado: levaremos ao mundo o novo tempo vindo de Deus, através de Cristo. Vamos anunciar a toda criatura que Jesus ressuscitou e que somente nEle há salvação. Que nessa Oitava de Páscoa, possamos viver com o mesmo espírito do domingo da Ressurreição, colhendo as mesmas graças. Assim, a Igreja prolonga a Páscoa, com a intenção de que “o tempo especial de graças” que significa a Páscoa, se estenda por oito dias, e o povo de Deus possa beber mais copiosamente, e por mais tempo, as graças de Deus neste tempo favorável, onde o céu beija a terra e derrama sobre elas suas Bênçãos copiosas. Mas, somente aqueles que têm sede e acreditam, podem se beneficiar desse tempo de graças abundantes. Então, não deixe de viver intensamente cada instante desses 8 dias. Lembre-se, quem pede recebe, quem bate a porta se abre, então creia, faça sua parte e deixe Deus agir, no tempo dEle, que não é o nosso. Só recebe quem pede com fé, esperança, confiança e humildade. As mesmas graças e bênçãos da Páscoa se estendem até o final da Oitava. Então, não deixe passar esse tempo de graças em vão! Viva oito dias de Páscoa e colha todas as suas bênçãos. Não tenha pressa! Não reclame, mas, glorifique no decorrer dessa semana e se abra a ação do Espírito Santo em sua vida!
Publicado Publicado em Notícias

Sexta, 13 Abril 2018 15:23

Os sinais pascais - Palavra do Pároco

Estamos vivendo o tempo mais forte de nossa fé. Após as promessas de nosso batismo na Vigília Pascal, nos redimimos no sangue de Cristo que se fez dom para nossa salvação.  A Semana Santa que nos preparou para a ressurreição e a vida, “Vós sois todos irmãos” da Campanha da Fraternidade 2018 agora nos convida a fazer sinais, ecos e obras que superem a violência.  Os grandes sinais que vamos experimentar até a chegada do Espírito Santo são para nossa conversão: crer e testemunhar a vida eterna. O primeiro sinal apresentado na páscoa é o túmulo vazio. É o envio para a missão: “se dirijam à Galiléia, pois lá me vereis.” (Mt 28,10). O 2º é a presença de todos na comunidade: professar a fé que os outros vivenciaram. Tomé é o exemplo de quem abandona a vida fraterna por outras coisas. Ele precisa voltar para receber a paz. Nós necessitamos voltar a comunidade para ganharmos a bem-aventurança dos que não viram, mas acreditam. O 3º é o sinal de passagem da morte para a vida nova no Senhor. No seio do vazio, Deus no Cristo ressuscitado caminha ao nosso lado, dando esperança.  O 4º sinal é do Bom Pastor que doa sua vida para nos salvar. O bom Pastor do Amor. Amou-nos até o fim. O 5º sinal da ressurreição é permanecer unidos na diversidade para produzir frutos de caridade. O 6º sinal é “ser amigos”, Deus em Jesus se revela aos que amam, e se amam. “Eu vos ordeno amai-vos como eu vos amei”, doação total aos outros.  Queridos irmãos e irmãs celebremos estes dias pascais onde Jesus Cristo nos eleva a eternidade. Santa Páscoa da ressurreição a todos e todas. A paz esteja convosco. Aleluia! Pe. Geraldo Ascari - SdC   Foto: Chaves Nicolau  
Publicado Publicado em Artigos

Por: Henrique Cavalheiro Todos os anos o Papa transmite duas bênçãos especiais por ocasião da festa da páscoa e do natal. É a chamada Urbi et Orbi, que quer dizer: “à cidade [de Roma] e ao mundo”. Da sacada central da Basílica de São Pedro no Vaticano, Sua Santidade emitiu no dia 1º de abril, festa da ressurreição de Jesus Cristo, a mensagem para a Páscoa 2018.  Iniciando com a Boa Nova da vida que se transforma e se renova, o sumo pontífice, anuncia a novidade da ressurreição do Filho de Deus, e assim a demonstração real da vitória de Cristo e a glorificação do Plano da Salvação. Diz ele: “Nós, cristãos, acreditamos e sabemos que a ressurreição de Cristo é a verdadeira esperança do mundo, a esperança que não decepciona.” Ressalta a relevância de uma cultura de Paz e respeito entre as nações, especialmente ao povo da Síria, martirizado por uma exaustiva guerra sem fim à vista. “Nesta Páscoa, a luz de Cristo Ressuscitado ilumine as consciências de todos os responsáveis políticos e militares, para que se ponha imediatamente termo ao extermínio em curso, respeite o direito humanitário e proveja a facilitar o acesso às ajudas de que têm urgente necessidade estes nossos irmãos”, pede o pontífice.  Para salientar a gravidade dos diversos conflitos e desavenças em todo o mundo, convoca os fiéis a serem testemunhas luminosas da vitória do bem sobre o mal. Pede especial atenção ao sofrimento das crianças que choram a dor do terrorismo. Além de convocar os homens a uma solidariedade em prol das inúmeras pessoas forçadas a deixarem suas pátrias, para que não os falte o mínimo necessário para viver.  De forma direta cita a nação venezuelana que, segundo ele, vive como em terra estrangeira no seu próprio país. “Possa, pela força da Ressurreição do Senhor Jesus, encontrar a via justa, pacífica e humana para sair, o mais rápido possível, da crise política e humanitária que o oprime”, rezou o papa.  Termina usando as palavras de São João Paulo II que diz: “A morte, a solidão e o medo já não são a última palavra. Há uma palavra que vem depois e que só Deus pode pronunciar: é a palavra da Ressurreição.” Após abençoa a todos e deseja um santo período pascal.    MENSAGEM URBI ET ORBI DO PAPA FRANCISCO PÁSCOA 2018 Sacada Central da Basílica Vaticana Domingo, 1° de abril de 2018     Queridos irmãos e irmãs, feliz Páscoa!   Jesus ressuscitou dos mortos. Ressoa na Igreja, por todo o mundo, este anúncio, juntamente com o cântico do Aleluia: Jesus é o Senhor, o Pai ressuscitou-O e Ele está vivo para sempre no meio de nós. O próprio Jesus preanunciara a sua morte e ressurreição com a imagem do grão de trigo. Dizia: «Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24). Foi isto mesmo que aconteceu: Jesus, o grão de trigo semeado por Deus nos sulcos da terra, morreu vítima do pecado do mundo, permaneceu dois dias no sepulcro; mas, naquela sua morte, estava contida toda a força do amor de Deus, que se desencadeou e manifestou ao terceiro dia, aquele que celebramos hoje: a Páscoa de Cristo Senhor. Nós, cristãos, acreditamos e sabemos que a ressurreição de Cristo é a verdadeira esperança do mundo, a esperança que não decepciona. É a força do grão de trigo, a do amor que se humilha e oferece até ao fim e que verdadeiramente renova o mundo. Esta força dá fruto também hoje nos sulcos da nossa história, marcada por tantas injustiças e violências. Dá frutos de esperança e dignidade onde há miséria e exclusão, onde há fome e falta trabalho, no meio dos deslocados e refugiados – frequentemente rejeitados pela cultura atual do descarte – das vítimas do narcotráfico, do tráfico de pessoas e da escravidão dos nossos tempos. E nós, hoje, pedimos frutos de paz para o mundo inteiro, a começar pela amada e martirizada Síria, cuja população se encontra exausta por uma guerra sem um fim à vista. Nesta Páscoa, a luz de Cristo Ressuscitado ilumine as consciências de todos os responsáveis políticos e militares, para que se ponha imediatamente termo ao extermínio em curso, respeite o direito humanitário e proveja a facilitar o acesso às ajudas de que têm urgente necessidade estes nossos irmãos e irmãs, assegurando ao mesmo tempo condições adequadas para o regresso de quantos foram desalojados. Frutos de reconciliação, imploramos para a Terra Santa, ferida, também nestes dias, por conflitos abertos que não poupam os indefesos, para o Iémen e para todo o Médio Oriente, a fim de que o diálogo e o respeito mútuo prevaleçam sobre as divisões e a violência. Possam os nossos irmãos em Cristo, que muitas vezes sofrem abusos e perseguições, ser testemunhas luminosas do Ressuscitado e da vitória do bem sobre o mal. Frutos de esperança, suplicamos neste dia para todos aqueles que anseiam por uma vida mais digna, especialmente nas regiões do continente africano atormentadas pela fome, por conflitos endémicos e pelo terrorismo. A paz do Ressuscitado cure as feridas no Sudão do Sul: abra os corações ao diálogo e à compreensão mútua. Não esqueçamos as vítimas daquele conflito, sobretudo as crianças! Não falte a solidariedade em prol das inúmeras pessoas forçadas a abandonar as suas terras e privadas do mínimo necessário para viver. Frutos de diálogo, imploramos para a península coreana, para que os colóquios em curso promovam a harmonia e a pacificação da região. Aqueles que têm responsabilidades diretas ajam com sabedoria e discernimento para promover o bem do povo coreano e construir relações de confiança no âmbito da comunidade internacional. Frutos de paz, pedimos para a Ucrânia, a fim de que se reforcem os passos a favor da concórdia e sejam facilitadas as iniciativas humanitárias de que necessita a população. Frutos de consolação, suplicamos para o povo venezuelano, que vive – escreveram os seus Pastores – como que em «terra estrangeira» no seu próprio país. Possa, pela força da Ressurreição do Senhor Jesus, encontrar a via justa, pacífica e humana para sair, o mais rápido possível, da crise política e humanitária que o oprime e, àqueles dentre os seus filhos que são forçados a abandonar a sua pátria, não lhes falte hospedagem nem assistência. Frutos de vida nova, Cristo Ressuscitado dê às crianças que, por causa das guerras e da fome, crescem sem esperança, privadas de educação e assistência sanitária; e também aos idosos descartados pela cultura egoísta que põe de lado aqueles que não são «produtivos». Frutos de sabedoria, imploramos para aqueles que, em todo o mundo, têm responsabilidades políticas, a fim de que respeitem sempre a dignidade humana, trabalhem com dedicação ao serviço do bem comum e garantam progresso e segurança aos seus cidadãos. Queridos irmãos e irmãs! Também a nós, como às mulheres que acorreram ao sepulcro, é-nos dirigida esta palavra: «Porque buscais o Vivente entre os mortos? Não está aqui; ressuscitou!» (Lc 24, 5-6). A morte, a solidão e o medo já não são a última palavra. Há uma palavra que vem depois e que só Deus pode pronunciar: é a palavra da Ressurreição (cf. João Paulo II, Palavras no final da Via-Sacra, 18/IV/2003). Com a força do amor de Deus, ela «afugenta os crimes, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, dá alegria aos tristes, derruba os poderosos, dissipa os ódios, estabelece a concórdia e a paz» (Precónio Pascal).   Feliz Páscoa para todos!  
Publicado Publicado em Artigos

“Amados irmãos e irmãs, Cristo ressuscitou! E nós temos a possibilidade de abrir-nos e receber o seu dom de esperança.” (Papa Francisco)   A Ressurreição de Cristo é razão de crer do cristão. É por meio da certeza que o Senhor está vivo que a Igreja se movimenta na história e anuncia a Palavra da Salvação. No coração de todos os fiéis é real a necessidade da convicção no retorno triunfante de Jesus à vida. Por meio deste fato o homem descobre uma nova dimensão de ser e existir, a morte já não lhe é preocupante, pois Cristo apresenta toda a essência da eternidade na presença de Deus Pai. São Paulo afirma: “Se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vazia, e vazia também a vossa fé” (1Cor 15, 14). Portanto, a ressurreição de Cristo não pode ser reduzida ao simples fato de um corpo reanimado. Nela o Senhor anuncia um novo estado de vida incorruptível, onde a alma nunca morrerá se estiver unida a Ele. Cristo rompe espaços e tempos, ultrapassa a história e dá novo sentido a existência do homem. Também o sepulcro vazio é sinal para a humanidade que Cristo deixa para trás os sinais de morte, abandono, problemas e tristezas e triunfante apresenta a alegria da vida nova. Nesta bela analogia, todas as pessoas podem identificar seus túmulos repletos de ressentimentos e mágoas, fechados pelas pesadas rochas da culpa e do desespero onde a alma trancada desiste e espera a morte. Porém, a ressurreição de Jesus é esse grito de libertação e cura para todos os viventes, sinal de que tudo passa e de que para tudo há um caminho de retorno a felicidade. O Papa Francisco disse em sua homilia na vigília pascal de 2016 que todos devem deixar rolar a pedra da falta de esperança e abandonar tudo que fecha o homem em si mesmo. O Santo Padre conclui: “O Senhor nos livre desta terrível armadilha: sermos cristãos sem esperança, que vivem como se o Senhor não tivesse ressuscitado e o centro da vida fossem os nossos problemas.” “O Senhor está vivo e quer ser encontrado entre os vivos”, afirma o Papa. Nesta linha teológica percebe-se que nunca mais haverá trevas para os que se iluminaram no Cristo, assim como não haverá morte para os que com Cristo viverem. Que toda a terra rejubile de alegria e com os anjos cante hinos de louvor e exultação. São Paulo cheio do espírito Santo e no gozo de sua conversão se questiona: “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada?” (Rm 8, 35). Nada mais separará os redimidos pelo Sangue do cordeiro dos braços de seu Criador, pois é Jesus Cristo, O Ressuscitado, que intercede pelo mundo inteiro. Que todos os membros desta comunidade possam participar dos dias do tríduo pascal de forma intensa e serena, cheios de fé e convictos na alegria da Ressurreição, a maior de todas as festas do cristão.
Publicado Publicado em Artigos

Viva a Santa Páscoa Dentro de nossa caminhada espiritual, o mês de abril é um novo alvorecer. Alvorada da vida, da dignidade das criaturas, da natureza de todos os seres. A vida nova redimida pela paixão morte e ressurreição nos garante também eternidade. Na fé observamos esta mudança, este acontecimento onde Deus apresentou ao mundo o seu Filho ressuscitado dos mortos. Este Filho amado que aprendeu a obedecer, a fazer a Vontade do Pai é o nosso modelo ideal. Nele, com Ele e por Ele somos revestidos de graças. Nele está nossa Esperança de vida com Deus: Nossa Ressurreição. Com os homens e com a Natureza estamos dando nossa resposta de amor ao Deus da plenitude da Vida. Esta novidade requer comunicação, serviço e entrega gratuita no bem e para o bem de todos. No canto do aleluia indicamos e almejamos viver com e dentro do ministério. O Mistério é este, o Pai Deus nos ama, e no seu Filho nos oferece o caminho da alegria. Alegrai-vos, Cristo Ressuscitou, Aleluia! Não tenham medo de servir, não tenham medo de expressar sua esperança na Ressurreição.  A vida nova da graça e da reconciliação alcançou seu âmago, seu ápice. Da fonte nova jorra a força que apaga e cancela o pecado e a morte. A fonte da graça é o vínculo da noite pascal, é destas águas a regeneração dos filhos e filhas amados e queridos para sempre em nome do Senhor. Irmãos e irmãs fiéis da comunidade de Santa Teresinha e São Luís Guanella, venha fazer sua “passagem”, sua Páscoa no mistério de Cristo Ressuscitado. Santa Páscoa a todos.   Pe. Geraldo Ascari
Publicado Publicado em Artigos

Durante cinquenta dias, a Igreja vive o período pascal. Na alegria do ressuscitado, o coração do católico transmite essa felicidade ao mundo durante um longo período litúrgico. Este é o momento mais impactante na vida do fiel batizado, quando o Senhor vence a morte e mostra todo seu poder e glória ao mundo e ao pecado. Diz São Paulo que "se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a nossa fé" (1 Cor.15.14). Tudo transmite essa exultação interior, até mesmo nos gestos externos. A cor branca predomina na liturgia, os altares ficam sempre ornamentados com flores, os cantos marcados de uma exaltação à força de Deus, a expressão “aleluia” é repetida diversas vezes pelos sacerdotes e comunidade. O Círio Pascal queima em destaque no presbitério. Enfim, vive-se uma certeza de vitória do Cristo e eis centro de todas as solenidades, grandiosa e inundada de júbilo: "Esse é o dia que o Senhor fez, seja para nós dia de alegria e felicidade". (Sl.117,24). Com razão dizia Tertuliano: "Somai todas as solenidades dos gentios e não chegareis aos nossos cinquenta dias de Páscoa".  Na história da humanidade ninguém nunca profetizou o próprio retorno à vida terrena. Jesus, cumprindo sua promessa, ressuscitou dos mortos ("Tenho o poder para entregar a minha vida, bem como para a reassumir" ( Jo.10,18 )). Nota-se que, no credo, reza-se: “Ressuscitou ao terceiro dia” e não “foi ressuscitado”. Só Jesus tem o poder de por sua própria força ressurgir da morte corporal. Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou porque não era apenas homem, mas também Deus. Outra diferença da Ressurreição de Cristo e a dos outros é devido ao tipo de vida para a qual o morto ressuscitou. Quando Lázaro, por exemplo, foi ressuscitado, retornou para a mesma vida de antes - vida terrena e corruptível -, ao passo que Cristo ressuscitou para vida gloriosa e incorruptível.   Aleluia, cantemos e louvemos ao nosso Senhor, Ele é digno de todo louvor. Aleluia significa "louvem ao Senhor ou louvem Deus Javé". É um termo de origem hebraica: "Halleluyah", formado pela junção de Hallelu, que significa Louvar, mais Yah que é uma abreviação de Yahweh, que pode ser traduzida por Senhor. Círio Pascal   O Círio Pascal é um dos símbolos mais evidentes da páscoa católica. A palavra "círio" vem do latim "cereus", de cera. O produto das abelhas. É uma vela grande acesa com rito próprio na Vigília Pascal como símbolo da Luz do Ressuscitado que brilha nas trevas. Possuí a inscrição em forma de cruz acompanhada da data do ano e das letras Alfa e Omega, a primeira e a última do alfabeto grego, para indicar que o Senhor Jesus, é princípio e o fim de tudo, do tempo e da eternidade. Há ainda incrustado cinco cravos de incenso simbolizando as cinco chagas santas e gloriosas do Senhor na paixão nas quais penetraram os aromas e perfumes levados por Santa Maria Madalena e as santas mulheres ao sepulcro. Permanece junto ao ambão durante todo o Tempo Pascal, até Pentecostes. Uma vez concluído o tempo Pascal, convém que o Círio seja dignamente conservado no batistério. É usado durante os batismos e as exéquias, isto é, no princípio e no término da vida temporal, para simbolizar que um cristão participa da luz de Cristo ao longo de todo seu caminho terreno, como garantia de sua incorporação definitiva à Luz da vida eterna. Por isso, todo o respeito a esse símbolo tão importante para o cristianismo. Que este forte momento de festa leve a alma de cada cristão a se reaproximar do mistério da vida para que o mundo sinta os efeitos contínuos da beleza do salvador e libertador Jesus. Feliz Páscoa!
Publicado Publicado em Artigos

Este é o dia que o Senhor fez para nós; alegremo-nos e nele exultemos. Aleluia. O tempo pascal é rico de sinais onde se faz crescer a fé. Esta no entanto não precisa de sinais. Uma fé que precisa de sinais é imperfeita. Nossa natureza humana é imperfeita e então Deus em Jesus manifesta os sinais, revela-se por meio de sinais, contudo os sinais são indicadores do mistério e da vontade de Deus em se dar a conhecer. Todo conhecimento que vamos recebendo é para aprofundar nossas raízes na salvação eterna. O que nos espera e está preparado para nós é a eternidade. Nossa vida e nosso ser são convidados para a ressurreição para Deus. Ele nos fez a sua imagem e semelhança e nos quer celebrando a unidade em sua comunhão. A matéria que somos feitos exige, desafia e busca uma felicidade neste corpo, neste tempo, nesta vida, nesta história, porém estas realidades são passageiras e vazias. Tempo que fica nos anos de experiência. O Senhor Deus fez para nós um dia sem ocaso. Este é o dia do Senhor, a ressurreição. Mudou até o curso da semana porque é de alegria. Assim em todos os domingos nós celebramos a festiva felicidade da ressurreição. Todos os irmãos se reúnem para reavivar esta comunhão e esta esperança. Ouvem a Palavra de Deus, professam e renovam a fé em unidade, elevam suas preces e súplicas ao Deus Santo, recebem a força do alimento celeste que é a santa Eucaristia vão para a missão de transformar o mundo em Reino de Deus. Irmãos e irmãs, fiéis e todos os seres, Deus fez a sua obra com perfeição, Jesus resgatou com a ressurreição e nos indicou o caminho para a partilha e a doação: O ser servo por amor: alegremo-nos e nele exultemos. Aleluia! Santo e abençoado tempo pascal.   Pe. Geraldo Ascari. 
Publicado Publicado em Artigos

Quarta, 08 Abril 2015 15:06

Mês de Abril - Chegou a Ressurreição

Vivendo os últimos dias do mês de março, também estamos nos últimos dias da quaresma e a semana santa. Desde a quarta-feira de cinzas empreendemos a preparação da grande celebração cristã da ressurreição, também chamada e conhecida como Páscoa. Os passos da fé cristã vão em direção para conhecer, participar, celebrar e fazer memória da nossa redenção. Conhecer Jesus, seus ensinamentos, propostas, serviços, missão e doação por amor aos pecadores. Suas propostas são para seguir, testemunhar e viver a dignidade dos filhos de Deus. Participar ativamente, partilhar os dons recebidos e descobrir outros no conjunto dos irmãos de fé. Renovar a Aliança de comunhão e receber as energias para vencer o espírito e as forças do mal. Estamos convidados, chamados, convocados a fazer a sua memória de amor e doação, uma entrega total.  Memória que edifica, dignifica e nos diviniza por seu dom que vem do Pai. Resgata-nos, introduzindo-nos na eternidade. Homens e mulheres novos que renunciam o mal, o pecado, os poderes e forças do maligno. Colocamo-nos em posição de combate para edificar o Reino de Deus e a vida de irmãos, uma comunidade em comunhão. Graças a Ressurreição podemos dizer; Ó morte onde está tua vitória? Ó pecado onde está teu poder? Jesus Cristo venceu aleluia! Jesus Cristo ressuscitou aleluia! Aleluia! Santa Ressurreição a todas as famílias. Santa e feliz Páscoa a todos vós.   Pe. Geraldo Ascari
Publicado Publicado em Artigos